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GALÁXIA, A NOSSA GALÁXIA |
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Galáxia
é como designamos
a galáxia em que vivemos, aquela que hospeda o Sol e todo os objetos celestes
que formam o Sistema Solar. Nossa Galáxia se formou a cerca de 14 bilhões
de anos atrás. Ela é classificada como uma galáxia
de tipo espiral, composta por uma região central, um plano
galáctico (onde estão os braços espirais) e um halo esférico
que a envolve completamente. Ao todo existem nela cerca de 2 x 1011
estrelas o que mostra que o Sol e todo o Sistema Solar são apenas uma pequeníssima
parte desta Galáxia. Nosso Sol leva cerca de 250 milhões de anos para realizar
uma única órbita completa em torno do centro da Galáxia. A Terra está a
cerca de 26.000 anos-luz do centro da Galáxia.
Em noites límpidas e sem
lua, longe das luzes artificiais das áreas urbanas, pode-se ver claramente
no céu uma faixa nebulosa atravessando o hemisfério celeste de um horizonte
a outro. Chamamos a essa faixa Via Láctea, devido à sua aparência,
que lembrava aos povos antigos um caminho esbranquiçado como leite. Sua
parte mais brilhante fica na direção da constelação de Sagitário, sendo
melhor observável no Hemisfério Sul durante as noites de inverno.
No início do século XVII,
Galileo Galilei, ao apontar seu telescópio para a Via Láctea, descobriu
que ela consistia de uma multitude de estrelas. No final do século XVIII,
o astrônomo alemão William Herschel, que já era famoso por ter descoberto
o planeta Urano, mapeou a Via Láctea e descobriu tratar-se de um sistema
achatado. Segundo seu modelo, o sol ocupava uma posição central na galáxia,
mas hoje sabemos que essa conclusão estava errada. A primeira estimativa
do tamanho da Galáxia foi feita no início deste
século, pelo astrônomo holandês Jacobus Kapteyn. Na segunda década deste
século Harlow Shapley, estudando a distribuição de sistemas esféricos de
estrelas chamados aglomerados globulares, determinou o verdadeiro tamanho
da Galáxia e a posição periférica do Sol nela.
Shapley descobriu que os aglomerados globulares (150 deles), que formam
um halo em volta na nossa galáxia, estavam concentrados em uma direção;
nenhum deles era visto na direção oposta. Ele concluiu que o Sol não está
no centro de nossa galáxia. Assumindo que o centro do halo formado pelos
aglomerados globulares coincide com o centro de nossa galáxia, ele deduziu
que estamos a 30 mil anos luz do centro da Galáxia,
que está na direção da constelação do Sagitário.

O maior aglomerado globular
da nossa Galáxia chama-se NGC2419, localizado na constelação do Lince e
tem mais de um milhão de estrelas e um diâmetro de 1.800 anos-luz.
Morfologia
A forma da
Galáxia foi determinada através de observações
em comprimentos de onda longos, como rádio e infravermelho, que podem penetrar
a poeira presente no plano da galáxia. Com base nessas observações, os astrônomos
chegaram à conclusão de que nossa Galáxia tem a forma de um disco
circular, com diâmetro de 30.000 pc (100 000 anos-luz) e espessura de 300
pc aproximadamente.
O disco está embebido em
um halo esférico formado pelos aglomerados globulares e aparentemente
grande quantidade de matéria não luminosa. O halo esta centrado no núcleo
da galáxia, uma região esférica de aproximadamente 1.000 pc de raio, chamada
bojo nuclear. O Sol orbita o centro da galáxia a uma distância de
aproximadamente 8.500 pc. Da posição do Sol, onde estamos, a Galáxia é vista
de perfil, daí a forma de faixa. A observação de estrelas nas proximidades
do Sol mostra que elas se movem em relação ao Sol. Isso evidencia que o
disco da Galáxia não gira como um corpo rígido, mas sim tem um movimento
kepleriano como os dos planetas: estrelas mais próximas da centro galáctico
se movem mais rápido do que as mais distantes.
A pesquisa espacial deu
não só à cartografia, mas a todos os estudos das ciências na Terra e, em
especial, aos levantamentos dos recursos naturais do planeta, um novo dimensionamento.
Freqüentemente
vemos na literatura a nossa Galáxia sendo chamada por outros nomes tais
como Via Láctea ou Galáxia Via Láctea. Entretanto, reservamos o nome Via
Láctea para o plano da nossa Galáxia, região onde estão situados os seus
braços espirais.