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DICIONÁRIO DE ASTRONOMIA

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Van Allen, Cinturões de

Dois invólucros que circundam a Terra e aprisionam radiação cósmica. Estes tórridos cinturões coletam elétrons e prótons de alta energia que espiralam em direção ao campo magnético da Terra a partir do vento solar. James Van Allen descobriu estes cinturões de radiação em 1958 através do estudo de dados enviados pela Explorer I. As seções transversais de ambos os cinturões parecem grandes orelhas situadas a alturas de 3.000 km e a 22.000 km acima do equador da Terra. As sondas espaciais que orbitam Vênus e Marte mostram que estes planetas não possuem cinturões de radiação, significando que eles não possuem campos magnéticos fortes. Por outro lado, Júpiter possui Cinturões Van Allen 10.000 vezes mais fortes do que os da Terra. A grande massa e a rápida rotação dirigem o dínamo magnético de Júpiter.

Van Allen, James Alfred (1914)

Físico americano que manipulou a atmosfera superior do V-2, após a 2ª Guerra Mundial, e desenhou o foguete de sondagem Aerobee. Van Allen é mais conhecido pelos instrumentos que colocou no primeiro satélite americano: Explorer I. Ele instalou medidores de Geiger que contavam as partículas de raios cósmicos na alta atmosfera da Terra. Eles descobriram duas regiões em forma de círculo, chamadas de cinturões de radiação Van Allen, que mostraram que a Terra possui uma magnetosfera.

Van De Kamp, Peter (1901)

Astrônomo holandês, naturalizado americano, que, em 1937, começou a estudar as estrelas próximas aos planetas localizados fora de nosso sistema solar. Ele fotografou o movimento próprio da estrela Barnard, a segunda estrela mais próxima ao Sol e observou como ela se movia. Em 1956 ele concluiu que um planeta, com 1,6 vezes a massa de Júpiter a circundava. Após mais observações, em 1963 ele anunciou que dois planetas de grande massa orbitavam a estrela Barnard, e em 1974, ele revelou que a estrela Epsilon de Erídano possui uma companheira com massa 6 vezes superior à de Júpiter. As descobertas de Van Allen ainda não foram confirmadas de forma conclusiva.

variável

Ver estrela variável.

Variáveis Cefeu

Classe de estrelas cujo nome foi dado em razão da estrela Delta de Cefeu, a primeira variável Cefeu descoberta. A massa e a luminosidade destas estrelas variam num ritmo regular, sendo que o tempo que levam para ir de um tamanho a outro está ligado à sua magnitude absoluta. Graças a esta relação, calculada por Henrietta Leavit em 1912, tornou-se possível determinar a distância até as galáxias onde há Variáveis Cefeu.

Variáveis RR de Lyrae

Estrelas que apresentam um curto ciclo de brilho variável (de 1 hora a 1 dia). A fase RR Lyrae da evolução sideral acontece nas estrelas da População II (antigas) e dura 80 milhões de anos. Como acontece com as Variáveis Cefeu, o brilho ou a luminosidade real pode ser obtida através de seu ciclo de brilho variável. Como a escala de luminosidade das variáveis RR Lyrae é pequena, seu brilho real pode ser comparado à sua luminosidade aparente, que podem então ser utilizada para determinar sua distância. Em 1920, Harlow Shapley utilizou as variáveis RR Lyrae para mapear a posição da Terra na galáxia.

Vega (Alpha Lyrae)

A Águia que cai, nome latino assim registrado nas Tábuas Afonsinas, mas cuja origem provém do vocábulo árabe Waki.

velocidade da luz (no vácuo)

Grandeza fundamental da física, que consiste no módulo da velocidade de grupo da radiação eletromagnética no vácuo (299.792.458 m/s) e que, segundo a teoria da relatividade, é a velocidade máxima com que um sinal portador de energia se pode propagar.

velocidade de escapamento

Veja velocidade de escape.

velocidade de escape

A velocidade mínima necessária para um veículo escapar à ação de um campo gravitacional. A velocidade de escape da Terra é de 11,2 km/seg. Isto significa que um objeto acima desta velocidade vencerá a atração gravitacional exercida pelo nosso planeta e entrará no espaço interestelar. velocidade de evasão, velocidade de liberação, velocidade de escapamento.

velocidade de evasão

Veja velocidade de escape.

velocidade de liberação

Veja velocidade de escape.

velocidade orbital

1. Velocidade dum planeta ou dum satélite em um ponto de sua órbita.
2. Velocidade mínima que um satélite artificial deverá ter no ponto inicial de sua trajetória balística.
3. A taxa de variação de uma grandeza com o tempo.

velocidade parabólica

Velocidade de um móvel sujeito a um campo central e que descreve uma órbita parabólica.

velocidade radial

Componente da velocidade de um astro na direção da linha de visada do observador, que é determinada pelo deslocamento das raias espectrais, o que constitui o efeito Doppler-Fizeau. Ela é positiva no caso de um afastamento. Nos catálogos as velocidades radiais de objetos exteriores ao sistema solar são dadas em relação ao Sol.

vento solar

Fluxo permanente de partículas atômicas emitidas pelo Sol em todas as direções. Detectados por meio de sondas espaciais que, inclusive, levam instrumentos para sua medição. Sua velocidade nas proximidades da Terra é de 1.000 km por segundo. A intensidade do vento solar aumenta durante as tempestades solares.

Vênus

VênusO mais brilhante dos planetas, com órbita situada entre a de Mercúrio e a da Terra. Como é um planeta inferior, apresenta fases semelhantes às da Lua, se observado com instrumento de pequeno porte. Não mostra na superfície marcas bem definidas, pois é coberto por atmosfera nebulosa; tem diâmetro aproximadamente igual ao da Terra, da qual dista de 39 a 260 milhões de quilômetros, e revoluciona em torno do Sol em 225 dias; a sua rotação axial ainda não é bem conhecida, atribuindo-se valores situados entre algumas horas e 225 dias. É popularmente conhecido como estrela-d'alva, estrela da manhã, estrela da tarde, estrela do pastor, estrela matutina, estrela Vésper, estrela vespertina e matutina Vésper.

Vespertilio (Alpha Scorpii)

Morcego, denominação latina.

Via Láctea

Via LácteaÉ o plano da nossa Galáxia. Como sabemos, a nossa Galáxia está dividida em três regiões: a região central, o halo e o plano da Galáxia. É neste plano que estão os braços espirais e a maior parte das estrelas jovens da Galáxia. Há uma certa confusão de nomenclatura em relação ao nome Via Láctea. Em vários textos a nossa Galáxia é chamada de Via Láctea, ou de Galáxia Via Láctea. Aqui, preferimos manter a denominação de Galáxia para todo o nosso sistema, região central, plano e halo, chamando de Via Láctea apenas o plano da Galáxia.

Viking

Viking 1 e 2 Em agosto e setembro de 1975, os Estados Unidos lançaram as naves Viking 1 e Viking 2, não tripuladas, com destino a Marte. Um ano depois, as naves orbitaram o planeta e pousaram em sua superfície. Suas câmeras transmitiram à Terra imagens do relevo, e seus braços mecânicos retiraram amostras do solo com a intenção de analisar possíveis matérias viventes. Os sensores registraram a temperatura, a composição química da atmosfera e analisaram sua dinâmica.

Vindemiatrix (Epsilon Virginis)

A Vindimadora, nome de origem latina registrado nas Tábuas Afonsinas.

Von Braun, Werner (1912-1977)

Engenheiro alemão, naturalizado americano, que foi uma das pessoas que projeto o maior foguete do mundo: Saturno V. Quando adolescente, ele ajudou o pioneiro dos foguetes espaciais, Hermann Oberth, na Sociedade Alemã de Viagens Espaciais. As forças armadas alemãs se interessaram pelo trabalho de Von Braun e financiaram sua tese de doutorado cujo tema levou ao desenvolvimento do foguete V-2. Em 1944, von Braun foi preso pela polícia secreta nazista, acusado de mostrar mais interesse pelo desenvolvimento dos foguetes espaciais do que pela guerra. Próximo ao final da guerra, von Braun e sua equipe foram para o sul da Alemanha aonde se entregaram às forças americanas. Eles continuaram suas pesquisas sobre foguetes em Areias Brancas, no Novo México e em Huntsville, no Albama, onde construíram o míssil Redstone.

Voyager

Voyager 1 e 2Em agosto e setembro de 1977, os Estados Unidos lançaram as espaçonaves Voyager 1 e Voyager 2, não tripuladas mas carregadas de instrumentos de observação. A primeira explorou os planetas gigantes Júpiter e Saturno e suas respectivas luas. A segunda explorou Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, também com suas luas. A maior parte da informação que hoje temos sobre essa região tão distante provém dessas missões, que conseguiram imagens de alta resolução, popularizando aqueles gélidos vizinhos do Sistema Solar. A exploração de Júpiter ocorreu em 1979, a de Saturno em 1981, a de Urano em 1986 e a de Netuno em 1989. Ambas as espaçonaves, ainda no espaço, levam discos com imagens e sons da Terra, junto com instruções de como utilizá-los, destinados a seres extraterrestres que possam vir a interceptá-las. A esta altura, já atravessaram as órbitas dos planetas mais distantes e espera-se que sigam transmitindo dados até o ano 2015.

 
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