tactita
Pequenas pedras de gelo com diâmetro de até 10 cm que são encontradas
na região leste dos Estados Unidos, norte e nordeste da África,
Tchecoslováquia e Austrália. Seu formato é redondo ou em forma de
lágrima e elas contêm pouca água. Este detalhe as distingue do vidro
vulcânico e indica que elas se formaram e resfriaram rapidamente. As
tactitas são similares ao vidro formado pelos impactos dos meteoros, e
algumas têm núcleos de ferro. Os cientistas acreditam que os tactitas
se formam quando um meteoro colide com a Terra ou a Lua. Já que estas
rochas não mostram sinais de colisões com raios cósmicos, elas não
poderiam ter viajado longas distâncias no espaço. Muitos campos de
tactitas estão localizados próximos a crateras de meteoros conhecidas.
Tales de Mileto (624-546 a.C.)
Filósofo grego considerado o fundador da ciência física moderna.
Acredita-se que um de seus alunos tenha sido o filósofo Anaximander.
Tales acreditava que tudo era composto por água e que a Terra era um
dique flutuando num enorme oceano. Tales plotou o caminho do Sol no
céu, e dizem que ele previu o eclipse do dia 28 de maio do ano de 585
a.C. Os registros indicam que o eclipse deteve a batalha entre os
lidios e os medas. Como conseqüência deste eclipse, os historiadores
puderam dar a data exata a esta batalha, o que a transforma na batalha
mais antiga registrada.
Talitha (Iota Ursae Majoris)
Vértebra, nome com origem na expressão
árabe Al Phikra al Thalitha, ou seja, a terceira vértebra.
Tania Australis (Mu Ursae Majoris)
A Segunda do Sul, provém da expressão árabe Al Kafzah
al Thaniyah, ou seja, a segunda parte do pé do Urso.
Tania Borealis (Lambda Ursae Majoris)
A Segunda do Norte, nome de origem árabe.
Tarazed (Gamma Aquilae)
Voadora, nome de origem persa de significado idêntico
ao de Altair.
Ta Tsun (Xi Ursae Majoris)
Honorável, nome de origem chinesa, também usado para
Delta Geminorum.
Taygete (19 Tauri)
Taigeta, nome de uma das filhas de Atlas.
Tegmine (Zeta Cancri)
Tegumento, Tegmen, nome de origem latina usado para
designar cobertura, ou seja, a casca do Caranguejo.
Tejat (Mu Geminorum)
Pé, nome proveniente do árabe Al Tahayi usado para
designar a parte superior do pé de um dos Gêmeos.
telescópio
É
um instrumento que permite-nos ver objetos distantes no espaço. O primeiro
telescópio refrator foi inventado por Hans Lippershey em 1608. Os primeiros
telescópios usavam lentes de vidro e/ou espelhos para detectar a luz visível.
Telescópios mais modernos coletam a radiação eletromagnética do espectro
inteiro, das ondas rádio até os raios gama. Hoje podemos dizer que o telescópio
é um instrumento usado para concentrar, em uma imagem, a radiação eletromagnética
proveniente de um objeto celeste, seja qual for a forma desta radiação,
visível, raios X, raios gama etc.
telescópio Cassegrain
Tipo de telescópio refletivo no qual a luz bate no primeiro espelho
côncavo, depois é refletida num outro espelho convexo, que então
reflete a imagem através de um buraco no espelho primário. Graças a
esse desenho ele possui pequeno comprimento do tubo em relação ao
comprimento focal. Foi inventado em 1672 pelo físico francês Jacques
Cassegrain.
telescópio equatorial
Telescópio astronômico cuja montagem comporta um eixo
paralelo ao eixo do mundo, o que o torna adequado ao acompanhamento do
movimento diurno dos astros.
telescópio Keck
Dois telescópios refletores idênticos (de 10 metros cada um) situados
em Mauna Kea, no Havaí. Estes telescópios apresentam um desenho único:
eles são compostos por 36 segmentos hexagonais ao invés de um único
espelho grande, e, desde 1955, são os maiores telescópios existentes.
telescópio
Maksutov
Telescópio semelhante ao Cassegrain com uma placa corretora
côncavo-convexa conhecida por menisco divergente. A parte central
interna desta placa é espelhada e funciona como espelho secundário.
Igualmente ao Cassegrain possui ótima qualidade ótica e tubo pequeno
que facilita o transporte.
telescópio
Newtoniano
Tipo de telescópio refletor que utiliza um espelho côncavo para
acumular e focar a luz. O espelho reflete a luz num espelho diagonal
montado num tubo, que então reflete a luz em lentes perpendiculares ao
tubo. Graças ao seu desenho simples porém eficaz, os telescópios
newtonianos são muito populares entre os astrônomos.
telescópio refletor
Telescópio
cuja objetiva é constituída por um espelho côncavo. Devido a várias imperfeições
nos refratores, J. Gregory, em 1663, sugeriu o uso de espelhos para substituir
as lentes das objetivas das lunetas. Cinco anos depois, Isaac Newton construiu
o primeiro telescópio refletor, cujo tipo é hoje chamado de Newtoniano.
A objetiva é um espelho côncavo, que coleta a luz e a reflete em um espelho
plano (denominado secundário). O espelho plano reflete a luz (e a imagem
formada) para uma ocular que aumenta a imagem. Quando se diz apenas telescópio,
refere-se ao telescópio refletor. Existem muitos aperfeiçoamentos e variações
de refletores, como o telescópio Cassegrain, a câmara Schmidt, e o telescópio
Maksutov.
telescópio refrator
Telescópio
cuja objetiva é constituída por uma lente ou por um sistema de lentes.
A primeira luneta foi inventada pelo óptico holandês Hans Lippershey que
trabalhava fazendo óculos e um dia, olhando através de uma lente convexa
e outra côncava para um cata-vento, verificou que ele parecia mais perto.
Ao colocar essas lentes na extremidade de um tubo, elaborou a primeira
luneta. Mas esse nome deve-se a Galileu, que foi o primeiro a usar o instrumento
para obervar os astros, e como um dos primeiros astros observados foi
a Lua, surgiu o termo luneta. Mais tarde, Kepler aperfeiçoou as lunetas
sugerindo que a lente côncava da ocular fosse substituída por uma convexa,
aparecendo o pequeno inconveniente de inverter a imagem e do campo ser
muito pequeno. Em 1650 o óptico italiano Giuseppe Campani conseguiu aumentar
o campo ao aperfeiçoar uma ocular de duas lentes. Com a construção de
instrumentos cada vez maiores, o peso da objetiva passou a ser um problema,
pois provocava uma pequena deformação na lente, resultando em distorção
da imagem. Por isso a maior luneta (no Observatório de Yerkes, EUA) tem
1,2 metros de diâmetro, e deu-se preferência por refratores para os grandes
telescópios. Como a luz atravessa a objetiva, a forma da lente e a refração
curvam a luz e formam a imagem, vindo daí o termo refrator.
telescópio Schmidt
Telescópio refletor inventado pelo engenheiro ótico estoniano Bernard
Voldemar Schmidt (1879-1935), que produz ótimas imagens grande
angulares. Geralmente acoplados a uma câmera, estes telescópios
utilizam uma lente chamada placa de correção, que minimiza as
aberrações esféricas do espelho principal. Estes telescópios
tornaram-se populares entre os astrônomos amadores e profissionais
Telesto
Telesto
(SXIII) é um satélite de Saturno descoberto
em 1980 por B. Smith, H. Reitsema, S. Larson e J. Fountain. Sua forma
é irregular, com diâmetro de 29 km e está em órbita a 294.660
km do centro de Saturno e compartilha esta órbita com
Calipso. Estes dois satélites, Telesto
e Calipso, também são chamados de Tetis Troianos
uma vez que eles orbitam em torno de Saturno na mesma órbita de Tetis.
Telesto está 60o à frente de Tetis e Calipso está 60o
atrás.
tempo astronômico
Intervalo de tempo medido segundo as convenções da
astronomia.
tempo atômico
Tempo cuja unidade é o segundo atômico que tem a duração
de 9.192.631.770 períodos de radiação correspondente à transição entre
os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de Césio 133.
tempo civil
Tempo cuja origem é deslocada de 12 horas em relação
ao tempo solar médio.
tempo das efemérides
Tempo cuja medida se baseia na duração do ano trópico
de 1900, e que é independente da rotação terrestre.
tempo de Friedmann
Lapso de tempo decorrido desde o big-bang. O tempo
de Friedmann deve ser corrigido do parâmetro de desaceleração, ao contrário
do tempo de Hubble, que considera apenas a constante de Hubble.
tempo de Hubble
Idade estimada do Universo com base no big-bang. Para
um valor da constante de Hubble H0= 55 km por segundo por megaparsec,
o tempo de Hubble é de H0-1 = 17,7 x 109 anos.
tempo sideral
Tempo cuja medida se baseia na rotação terrestre, tomando-se
para referência a passagem do ponto vernal pelo meridiano superior local.
tempo solar médio
Tempo baseado na rotação diurna de um astro fictício,
o sol médio, em torno da Terra, movimento esse que se processa com velocidade
variável.
tempo solar verdadeiro
Tempo baseado na rotação diurna aparente do Sol em
torno da Terra, movimento esse que se processa com velocidade variável.
tempo universal
Tempo referido a um meridiano origem, que, por convenção,
é o meridiano de Greenwich. Usa-se a abreviatura T.U.
Teoria da Relatividade
Descreve com maior precisão
que a mecânica newtoniana os movimentos dos corpos celestes em fortes
campos gravitacionais ou próximos à velocidade da luz. Todas as experiências
feitas até o presente concordam, em alto grau de precisão, com as previsões
da teoria da relatividade. Curiosamente, Einstein
recebeu o prêmio Nobel em 1921 não pela Relatividade, mas por seu trabalho
em 1905 sobre o efeito fotoelétrico.
Tereshkova,
Valentina Vladimirovna (1937-
)
Coronel
engenheira Valentina Tereshkova foi cosmonauta da extinta União Soviética
e a primeira mulher a ir ao espaço. Ela participou sozinha da missão Vostok
5, que foi lançada em 16 de junho de 1963 e realizou 88 voltas em torno
da Terra. O seu vôo durou 2,95 dias e a sua espaçonave foi recuperada
em 19 de junho de 1963 na União Soviética.
terminadouro
Círculo máximo que, num planeta ou num satélite, separa
o hemisfério iluminado do hemisfério escuro, e cujo plano é perpendicular
à reta que liga o centro do Sol ao centro do astro considerado.
Terra
O
terceiro planeta do sistema solar, pela ordem de afastamento do Sol, com
um diâmetro equatorial de 12.756,8 km e um diâmetro polar de 12.713,8
km, e cujo movimento de rotação se efetua em 23 horas, 56 minutos e 4
segundos, enquanto o movimento de translação em torno do Sol se realiza
em 365,3 dias. Apresenta-se envolto numa massa gasosa, a atmosfera.
Tetis
Tetis
(SIII) é um dos maiores satélites de Saturno
e foi descoberto, em 1684, por G. D. Cassini.
Ele tem um diâmetro com cerca de 1.000 km. Sua
órbita está a uma distância média de 294.000
km de Saturno e seu período orbital é de 45,3 horas. Tetis é um satélite
congelado, fortemente craterizado, e que tem várias fendas e planícies.
Sua superfície apresenta uma enorme vala no gelo, o Ithaca Chasma,
com uma largura de até 100 km e profundidade de cerca de 3 km e que se
estende por mais de 270o em torno do satélite, ou seja 3/4
da superfície total. Sua temperatura na superfície
é de -187o C.
Tetis
Troianos
É o nome que se dá a Telesto
e Calipso, dois satélites de Saturno que estão na mesma órbita de um outro
de seus satélites chamado Tetis. Telesto está 60o à frente
de Tetis e Calipso está 60o atrás.
Thalassa
Thalassa
é um pequeno satélite de Netuno descoberto
em 1989 pela sonda espacial Voyager 2. Ele tem aproximadamente 80 km de
diâmetro e está em órbita a 50.070 km do centro
de Netuno.
Thebe
Thebe
(JXIV) é o quarto mais próximo dos satélites de
Júpiter tendo sido descoberto em 1979,
por Stephen P. Synnott a partir de dados da Voyager 1. Ele tem um diâmetro
de 100 km e sua órbita está a 222.000
km de Júpiter. Realiza uma volta completa em
torno deste planeta em 0,6745 dias terrestres. Sua rotação é síncrona,
o que significa que ele sempre mantém a mesma face voltada para o planeta
Júpiter. Amaltéia e Thebe provavelmente
fornecem a poeira para o anel Grossamer.
Theemin (Epsilon Eridani)
Os Gêmeos, nome oriundo do árabe Al Tauaman.
Thuban (Alpha Draconis)
Dragão, nome de origem árabe.
tipo espectral
Cada uma das categorias de uma classificação de estrelas
baseada em propriedades espectrais. Na maioria das classificações, os
tipos espectrais são representados por letras maiúsculas e são colocados
em ordem decrescente de temperatura. Veja a
classificação de Harvard-Draper.
Titã
Titã
(SVI) é o maior dos satélites de Saturno
tendo sido descoberto em 1655, por C. Huygens.
Com um diâmetro de 5.150 km,
Titã é o segundo maior satélite de todo o Sistema
Solar, só sendo superado por Ganimedes,
que é um satélite de Júpiter.
Titã é maior do que os planetas
Mercúrio e Plutão.
Titã é o único satélite que sabemos ter uma
atmosfera densa. Ela consiste principalmente de nitrogênio, com algum
metano, e sua pressão atmosférica é de 1,6 bar, cerca de 60% maior do
que a pressão atmosférica da Terra. Esta atmosfera, com suas nuvens pesadas,
obscurece a superfície de Titã. A temperatura
da sua superfície é de aproximadamente -178o
C.
Titania
Titania
(UIII) é o maior dos satélites de Urano e
foi descoberto em 1787 por W. Herschel.
Com um diâmetro de 1.578 km ele tem, aproximadamente,
metade do tamanho da nossa Lua. Sua órbita está localizada a uma distância
média de 435.840 km. Sua superfície é coberta
por várias pequenas crateras, algumas enormes bacias de impacto, rochedos
íngremes de gelo e linhas de falhas.
Tombaugh, Clyde (1906)
Astrônomo americano; descobriu Plutão
no dia 18 de fevereiro de 1930, enquanto trabalhava no Observatório
Lowell.
trânsito
-
Momento em que um corpo celeste cruza o meridiano (linha imaginária,
de norte a sul, que passa através do ponto zênite do observador).
Este é o ponto em que os corpos celestes se encontram mais altos. Os
astrônomos monitoram o trânsito das estrelas para medir a rotação da
Terra, que é vital na determinação do hora padrão.
-
Observação da passagem de Mercúrio ou Vênus pelo Sol ou da Lua em
frente ao seu planeta vizinho.
triângulo astronômico
Veja triângulo de posição.
triângulo de posição
Triângulo esférico, traçado na esfera celeste, e que
permite calcular as coordenadas geográficas (latitude e longitude) de
qualquer observador situado na superfície da Terra, mediante a observação
da altura de determinados astros (Sol, Lua, Mercúrio, Marte, Vênus, e
cerca de 60 estrelas), e do exato instante em que essa altura é observada.
Tritão
Tritão
é o maior de todos os satélites de Netuno
e foi descoberto em 1846, por William Lassell.
Ao contrário de todos os outros grandes satélites naturais, Tritão tem
uma órbita retrógrada, ou seja, ele roda em oposição à rotação de Netuno.
Tritão é o mais frio de todos os objetos que já foram medidos no nosso
Sistema Solar, com uma temperatura de -235 o C. Este satélite
rochoso tem uma capa de gelo polar em seu pólo sul e muitos outros aspectos
geológicos variados incluindo vulcões, enormes fendas na superfície e
gêiseres de nitrogênio gasoso. Tritão também tem uma atmosfera rarefeita
e enevoada composta principalmente de nitrogênio. Tritão está lentamente
espiralando na direção de Netuno.
troiano
Objeto que gravita no ponto
Lagrange de um outro objeto maior. Esse
nome provém de uma generalização dos nomes de dois dos maiores
asteróides nos pontos de Langrange de
Júpiter: 624 Hektor e 911 Agamemmon. Os
satélites de Saturno,
Helene, Calipso
e Telesto são às vezes também chamados de troianos.
Tsiolkovsky, Konstantin Eduardovich (1857-1935)
Pioneiro das era dos foguetes freqüentemente chamado de Pai da
Astronáutica. Embora professor de profissão, ele traçou e desenhou
planos para um dirigível de metal movido a gás (uma nave mais leve do
que o ar) e construiu o primeiro túnel de vento russo. Ele estudou a
aerodinâmica e delineou os princípios dos vôos muito antes dos irmãos
Wright construírem seu avião. Seu primeiro artigo sobre vôos
espaciais, "Espaço Livre" (1883), descrevia as verdadeiras condições
sem peso da órbita. Por volta de 1898, ele havia desenvolvido uma
teoria sobre a propulsão dos foguetes estudando a relação entre a
velocidade final e a velocidade de exaustão, que é a velocidade em que
os gases escapam pela parte posterior dos foguetes. Ele também
desenvolveu equações demonstrando como a quantidade de combustível que
um foguete necessita se relaciona com seu peso. Em 1903, publicou "A
Exploração do Espaço com Equipamentos Reativos", que descreve como os
foguetes espaciais poderiam queimar hidrogênio e oxigênio líquido, um
princípio utilizado até hoje. Tsiolkovsky também projetou foguetes de
múltiplos estágios quando percebeu que os foguetes compostos por
apenas um estágio não possuíam força suficiente para superar a
gravidade da Terra.
Tunguska
Local onde ocorreu uma explosão na Sibéria no dia 30 de junho de 1908.
As testemunhas dizem terem visto uma bola de fogo tão brilhante quanto
o Sol passando pelos do céu seguida de uma explosão ensurdecedora.
Embora os cientistas estimem que a explosão ocorreu a 8 km de
distancia da Terra, ela arrancou as árvores num raio de 30-40 km.
Ninguém morreu, pois a região onde ocorreu a explosão não era
habitada. A causa desta explosão confundiu os cientistas: como ela não
formou uma cratera alguns acreditam que um cometa ou meteoro explodiu
na atmosfera.