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DICIONÁRIO DE ASTRONOMIA

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O

Primeiro tipo espectral das estrelas segundo a classificação de Harvard. Estrelas azuis, com temperatura superficial média de 30.000 K.

Oberon

OberonOberon (UIV) é um dos maiores satélites de Urano e foi descoberto em 1787 por W. Herschel. Ele tem um diâmetro de 1.523 km e sua órbita está a uma distância média de 582.600 km de Urano. A superfície de Oberon é coberta por várias crateras, e também por gelo.

objeto do céu profundo

Qualquer objeto visível que não pertence ao nosso sistema solar.

objetos circunpolares

Corpos celestes que circundam o polo celeste. São sempre vistos no céu independente da época do ano.

Observatório Nacional

Observatório astronômico criado oficialmente em 1827, mas de origem anterior, a partir de instalações jesuítas de 1827 no Morro do Castelo (Rio de Janeiro) onde em 1780 os astrônomos portugueses Sanches Dorta e Oliveira Barbosa montaram um observatório e fizeram observações regulares de meteorologia, astronomia e magnetismo terrestre. Com a vinda da família real para o Brasil (1808) seu acervo passou para a Academia Real Militar a partir do qual em 1827 foi criado o Observatório Astronômico no âmbito do Ministério do Império. Cerca de duas décadas depois foi reorganizado como Observatório Imperial, e com a república passou a ser Observatório do Rio de Janeiro. Em 1909 foi criado no Ministério da Agricultura a Diretoria de Meteorologia e Astronomia, à qual se subordinava um Observatório Nacional. Em 1921 as duas ciências se separaram, e a parte dedicada à Astronomia e Geofísica conservou o nome Observatório Nacional. Em 1922 foi transferido do Morro do Castelo (atual Esplanada do Castelo) para o Morro de São Januário, em São Cristóvão e por longo período foi o principal observatório brasileiro. Em 1975 foi transferido para do MEC (Ministério da Educação e Cultura) para o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, antigo Conselho Nacional de Pesquisa) e mais tarde voltou a se dedicar ao ensino, com cursos de pós-graduação em astronomia e geofísica. O Observatório de Astrofísica Brasileiro, iniciado pelo Observatório Nacional foi inaugurado em 1980 (em Brasópolis, Minas Gerais), como uma dependência do Observatório Nacional, sendo em 1985 transformado em Laboratório Nacional de Astrofísica - LNA. Nesse ano o acervo e o sítio do Morro de São Januário passaram para o âmbito do Museu de Astronomia e Ciências Afins, do CNPq, criado, dentre outras finalidades, com o intuito de preservar a memória das ciências a que esteve associado o Observatório.

Observatórios, História dos

Embora as pessoas olhem para o céu deste a pré-história, apenas recentemente começaram a ser construí dos prédios específicos para este fim. No princípio os movimentos das estrelas eram estudados com vistas à astrologia. Parece que um dos propósitos de Stonehenger (2500 a.C.– 1700 a.C.) tenha sido o de observar as estrelas, porém isto não pode ser confirmado. Acredita-se também que a famosa Torre de Babel tenha sido um observatório astrológico dos babilônios. O observatório de Hipparchus, construí do em 150 a.C. na ilha de Rodes, parece ter sido o primeiro a utilizar equipamentos de observação, tais como os quadrantes (usados para determinar a altitude). Observatórios semelhantes aos atuais foram construídos em Damasco e Bagdá entre os anos de 800 e 900. Em 1260, foi construído um observatório onde é atualmente o Irã utilizado para modificar a visão do Universo de Ptolomeu. Em 1420, um príncipe chamado Ulugh Beg construiu um observatório que foi utilizado por ele para confeccionar um catálogo sideral. O famoso observatório de Tycho Brahe, chamado Uraniborg, foi erguido em Hven em 1576. Contudo, nenhum destes observatórios possuía telescópios, já que estes só foram inventados a partir de 1609. Nos séculos XVII, XVIII e XIX foram construídos observatórios equipados com grandes telescópios em Cabo Canaveral, Greenwich, Paris e Washington. Atualmente o maior telescópio ótico está no observatório de Mauna Kea, no Havaí. Nos anos 30, os astrônomos passaram a estudar outros comprimentos de onda de radiação, além da luz visível, e, após Karl Jansky ter descoberto, em 1931, as ondas de rádio que emanam do centro da Via Láctea, passaram a ser construídos os radiotelescópios. Um deles é composto por 27 radiotelescópios cujos dados podem ser combinados para formar uma imagem. Com o advento da era espacial, muitos telescópios foram lançados no espaço, além da atmosfera terrestre, como o Telescópio Espacial Hubble, o Satélite Astronômico Infravermelho e o Observatório Solar Orbital. Estes equipamentos permitem observações espaciais isentas de obstáculos bem como em comprimentos de onda que são absorvidos pela atmosfera.

ocaso

Desaparecimento de um astro no horizonte, do lado oeste, proveniente do movimento diurno.

ocaso real ou verdadeiro

Instante exato da passagem de um astro pelo horizonte ocidental.

ocular

Uma combinação de lentes usada para ver as imagens formadas nos telescópios. A maior parte dos oculares são feitos com lentes de campo, que aumentam a área que pode ser vista com o telescópio, em adição às lentes oculares. Áreas variáveis podem ser vistas com diferentes oculares. Alguns oculares corrigem melhor as aberrações cromáticas e esféricas do que outros, alguns deixam mais espaço entre os olhos do observador e as lentes, e alguns evitam mais do que outros a formação de imagens duplas ocasionadas pelas reflexões no telescópio e no ocular.

ocultação

Fenômeno de desaparecimento de um astro pela interposição de outro de diâmetro aparente superior à sua frente, durante o seu movimento relativo. Existem dois casos: a ocultação de estrelas, planetas e asteroides pelo disco lunar, e a ocultação de satélites de Júpiter e Saturno pelos planetas. A ocultação começa por uma imersão e termina por uma emersão.

oclusão

Desaparecimento momentâneo dum astro.

ocultação

Fenômeno do desaparecimento de um astro pela interposição da Lua ou de um planeta entre ele e o observador terrestre.

oitante

1. Distância de 45 graus entre o Sol e outro astro.
2. Uma das fases da Lua intermediária entre duas principais. Há quatro oitantes: 1º oitante: fase da Lua intermediária entre a lua nova e o quarto crescente; 2º oitante: fase da Lua intermediária entre o quarto crescente e a lua cheia; 3º oitante: fase da Lua intermediária entre a lua cheia e o quarto minguante; 4º oitante: fase da Lua intermediária entre o quarto minguante e a lua nova.
3. Constelação que abrange o polo celeste austral (do latim octante).

Olber, Paradoxo de

Por que o céu é escuro?" Olber dizia que se alguém partisse do princípio de que o Universo é muito antigo e que contém a mesma quantidade de estrelas em cada área, então existiriam estrelas para qualquer lugar que se olhasse e o céu noturno seria extremamente brilhante. Muitas explicações foram dadas para o fato óbvio do céu não brilhar por igual. Olber achava que o motivo principal seria a existência do gás intersideral, outros que isto se devia ao rastro avermelhado das galáxias. Mais tarde, a explicação para o céu não ser todo iluminado, foi de que o Universo não era suficientemente antigo e, portanto, ainda não teria havido tempo suficiente para que as estrelas preenchessem todo o Universo. Esta última teoria é considerada a mais correta: o céu noturno é escuro não porque o Universo está em expansão e sim por ser ele muito jovem.

Olbers, (Henrich) Wilhelm (Mattaus) (1758-1840)

Astrônomo alemão que estudou os cometas e propôs o Paradoxo de Olber. Ele descobriu 5 cometas, entre eles o Cometa de Olber, e calculou que a Terra passaria pela cauda do Cometa Biela. Olber dizia que a cauda dos cometas é direcionada em oposição ao Sol por partículas carregadas do vento solar. Ele também acreditava na existência de um planeta entre Marte e Júpiter. Contudo, quando em 1802 descobriu o asteroide Pallas, conclui que este planeta teria se partido formando o cinturão de asteroides.

Ônibus Espacial

Espaçonave que é lançada ao espaço como um foguete tradicional mas que depois retorna à Terra como um avião. O ônibus espacial é composto por um orbitador do tamanho aproximado de um DC-10, com uma cabine de dois andares e um depósito de carga. Na cabine ficam os astronautas a uma pressão atmosférica normal e há espaço para até sete pessoas. O depósito de carga assemelha-se à fuselagem de um jato com um teto retrátil. Nele são colocadas as cargas tais como satélites e laboratórios e há também um braço robô de 15 metros para manipular a carga. Ele tem capacidade para levar 29.500 kg de equipamento e trazer 16.000 kg de volta à Terra. Para lançar o orbitador, o ônibus espacial possui dois foguetes propulsores situados na lateral de um grande tanque externo de combustível. Os dois foguetes são alimentados com combustível sólido para impulsionar o orbitador durante os primeiros minutos de viagem. Então eles são jogados no Oceano Atlântico para serem recuperados e reutilizados. O tanque externo de combustível leva hidrogênio líquido e oxigênio para acionar os três motores principais do orbitador. Eles funcionam durante aproximadamente 20 minutos para colocar o orbitador na órbita baixa da Terra. Então o tanque cai e se desintegra sobre o Oceano Índico.

Missões: O ônibus espacial é projetado para três tipos de missões: lançamento de satélites, manutenção de satélites e experiências com a micro-gravidade. O grande depósito de carga permite o lançamento de diversos satélites durante uma mesma missão. Utilizando o braço mecânico ele posiciona satélites meteorológicos, de comunicação e pesquisa na órbita baixa da Terra, ou fornece uma plataforma para lançá-los. Ele também pode recuperar satélites defeituosos e consertá-los ou trazê-los de volta à Terra, o que é mais econômico do que construir e lançar um novo satélite. Durante uma missão destinada à experiências com a micro-gravidade, a cabine funciona como um laboratório com pressão atmosférica normal. O depósito de carga fornece as mesmas condições que um vácuo. Algumas dessas missões realizam diversas experiências enquanto outras se dedicam apenas a um assunto como, por exemplo, medicina e astronomia. Algumas vezes o depósito de carga abriga um laboratório espacial. Um deles, construído pela ESA, é uma grande laboratório orbital que foi montado como um protótipo para futuras estações espaciais. Este ônibus espacial também transporta encomendas especiais, que são experiências doadas por escolas, universidades e companhias. Este serviço abre espaço para populações que não poderiam pagar por este tipo de experiência.

Oort, Jan Hendrik  (1900-1992)

Jan Hendrik OortAstrônomo dinamarquês que fez importantes contribuições ao conhecimento da estrutura e rotação da nossa Galáxia. Mais ou menos como um trabalho em paralelo, Oort também estudou os cometas. Como resultado deste trabalho surgiu a teoria, agora amplamente aceita, de que o Sol está circundado por uma nuvem distante de material cometário, agora conhecida como Nuvem de Oort. Pedaços deste material são ocasionalmente arremessados para dentro do Sistema Solar como cometas.

Oort, Nuvem de

Nuvem localizada entre 40.000 e 50.000 A. do Sol, de onde origina-se a maior parte dos cometas de nosso sistema solar. Ocasionalmente, um cometa é desviado da Nuvem Oort para a órbita do Sol em uma longa trajetória elíptica. A existência desta nuvem, que parece ter sido formada pelo que restou quando da formação de nosso sistema solar, foi proposta por Jan Heinrich Oort em 1950.

Ophelia

OpheliaSatélite de Urano descoberto em 1986 pela sonda espacial Voyager 2.

oposição

1. Configuração apresentada por dois astros no instante em que suas longitudes geocêntricas (ascenções retas) diferem de 180°.
2. Posição de um planeta exterior situado a uma longitude geocêntrica de 180° do Sol. Quando um planeta exterior está em oposição, está próximo da Terra e em uma posição favorável à observação. O astro em oposição cruza o meridiano à meia-noite.

orbe

Corpo celeste; planeta, esfera, astro.

órbita

Trajetória circular ou elíptica descrita por um corpo celeste menor em torno de outro maior que o atrai gravitalmente.

órbita alta

Órbita descrita por um satélite artificial, acima de 500 km de altitude.

órbita aparente

No caso das estrelas duplas visuais, a projeção da órbita verdadeira sobre o plano tangente à esfera celeste.

órbita baixa

Órbita descrita por um satélite artificial, entre 200 km e 500 km de altitude.

órbita definitiva

Órbita de um astro, que se calcula utilizando um número suficiente de observações e considerando a perturbação produzida por outros corpos celestes vizinhos.

órbita de transferência

Trajetória calculada para que um veículo espacial possa atingir um planeta, ou outro corpo celeste, consumindo a menor quantidade possível de energia.

órbita geoestacionária

Órbita circular a 35.900 km acima do Equador cuja velocidade é igual à da rotação da Terra. Como as duas órbitas são idênticas ou sincronizadas, do ponto de vista do satélite, parece que a Terra está parada. Este tipo de órbita é frequentemente utilizada com os satélites de comunicação.

órbita hohmanniana

Veja órbita de transferência.

órbita inclinada

Órbita de um satélite em torno da Terra com excentricidade nula cuja inclinação não é mantida próxima de zero.

órbita nominal

Órbita ideal de um veículo espacial, a qual se supõe que ele vá seguir antes de seu lançamento.

órbita osculatriz

Órbita hipotética construída com base no conhecimento das perturbações.

órbita prematura

Órbita de um astro, que se calcula utilizando um número insuficiente de observações.

órbita provisória

Órbita de um astro calculada logo após o seu descobrimento, e sujeita a alterações posteriores, como resultado de observações.

órbita terrestre

Trajetória elipsoidal descrita pela Terra no seu movimento de translação ao redor do Sol.

 
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