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DICIONÁRIO DE ASTRONOMIA

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eclipses

eclipse da LuaExistem dois tipos de eclipses: solares e lunares. Os eclipses solares ou do Sol ocorrem quando a Lua passa pela frente do mesmo. Aparentemente, os dois corpos apresentam quase o mesmo tamanho. Quando estão exatamente alinhados, a Lua cobre o brilhante disco solar durante um curto período, seja total ou parcial (nunca mais de 8 minutos, aproximadamente e frequentemente muito menos). Quando o eclipse é total, a atmosfera solar (cromosfera, coroa e protuberâncias solares) pode ser observada a olho nu. Quando o sol não fica totalmente coberto, o eclipse é parcial, e então não se aprecia o espetacular fenômeno em sua totalidade. Se a Lua encontrar-se perto do ponto mais distante possível da Terra (apogeu), apresenta um tamanho ligeiramente menor que o do Sol. Além disso, se há um perfeito alinhamento central, observa-se um aro do disco solar em torno da Lua, constituindo o que se denomina eclipse anular que, naturalmente, impede o aparecimento do fenômeno em sua totalidade. O eclipse da Lua se produz quando esta passa através da sombra produzida pela Terra e também pode ser total ou parcial. Geralmente, a Lua não desaparece totalmente, já que recebe uma leve luminosidade solar graças à difração da atmosfera que rodeia a Terra.

eclíptica

1. Plano da órbita terrestre. O plano da eclíptica é inclinado de 23º 27' em relação ao do equador.
2. Círculo máximo da esfera celeste, que é a interseção do plano da eclíptica com a esfera celeste. Seu nome provém do fato de os eclipses só serem possíveis quando a Lua está muito próxima desse círculo.
3. Trajetória aparente do Sol entre as estrelas.

Ed Asich (Iota Draconis)

A Hiena macho, provêm da expressão árabe Al Dhih, que deu origem às transliterações Ed Asich e Eddsich.

Eddington, Sir Arthur Stanley (1882-1944)

Astrofísico britânico, que durante o eclipse total de 1919 liderou uma equipe de cientistas que calculou a curvatura da luz provocada pelo efeito gravitacional do Sol, o que ajudou a confirmar a Teoria da Relatividade de Einstein. Em 1924, ele descreveu a relação entre a massa e a luminosidade das estrelas, que diz que a massa de uma estrela determina a sua luminosidade. Ele também calculou a densidade da estrela Sirius B.

efeito Doppler

É o efeito que se revela como um deslocamento no espectro de um objeto devido a uma variação no comprimento de onda da luz emitida por ele. Este efeito ocorre quando o objeto que emite a radiação luminosa está ou se movendo na direção de um observador (no caso a Terra) ou se afastando deste mesmo observador.

efeito estufa

Efeito que alguns gases da atmosfera produzem na superfície de um planeta. Consiste em reter parte do calor que chega à superfície, impedindo que seja refletido ao espaço. Este efeito regula a temperatura. Quanto maior é a quantidade de gases que provocam esse fenômeno na atmosfera, maior é a temperatura na superfície do astro. Se a Terra não possuísse atmosfera, sua temperatura média seria de aproximadamente -30º C (-22º F) ao invés dos agradáveis 16º C (60,8º F). Por outro lado, Vênus apresenta uma temperatura de superfície de 730 K devido ao efeito estufa.

efeito Zeeman

Divisão das linhas do espectro em seus componentes que ocorre quando uma fonte de luz encontra-se num campo magnético. Geralmente a emissão de luz ocorre quando os elétrons se movimentam dentro do átomo. Os campos magnéticos alteram o movimento dos elétrons e sua geração de luz. Este efeito foi descoberto por Pieter Zeeman em 1896; ele é muito útil na identificação da presença e na determinação da força dos campos magnéticos ao redor das manchas solares, das estrelas e de outros objetos celestes.

efeméride

1. Tabela que fornece, em intervalos regulares, as coordenadas de um astro.
2. Livro publicado anualmente contendo várias efemérides e outras informações astronômicas.

Einstein, Albert (1879-1955)

EinsteinFísico germano-americano. Desenvolveu as Teorias Especial e Geral da Relatividade, que, juntamente com a Mecânica Quântica, são o fundamento da física moderna.

eixo

Uma linha reta imaginária na qual um objeto executa uma rotação.

Elara

Elara (JVII) é o 12o satélite de Júpiter, e foi descoberto em 1905, por C. Perrine. Muito pouco se sabe sobre ele. Com um diâmetro de 80 km, Elara está em órbita a 11.737.000 km de Júpiter. Ele realiza uma volta completa em torno de Júpiter a cada 259,6528 dias terrestres.

Electra (17 Tauri)

Nome grego de uma das sete filhas de Atlas que formam a constelação das Plêiades.

elementos pesados

Em Astronomia esta classificação engloba todos os elementos exceto o hélio e o hidrogênio. Algumas vezes estes elementos, que são formados durante a fusão nuclear e que são espalhados pelo Universo pelas supernovas, são chamados pelos astrônomos de metais.

elevação

Ver altitude, altura (o emprego de elevação como sinônimo da coordenada altura é uma influência de origem norte-americana).

elétron

Uma das partes que formam o átomo, juntamente com os prótons e os nêutrons. A proporção de elétrons que circunda o núcleo é igual à de prótons que há dentro dele. Comparados aos prótons os elétrons são muito leves; eles carregam uma carga igual e oposta àquela dos prótons, fazendo com que o átomo apresente uma carga total igual a zero.

elipse

Do grego elleipsis, defeito. Conjunto dos pontos no plano com a propriedade que a soma das distancias a dois pontos fixos nesse plano tem soma igual a uma constante. O designativo alude a aparente imperfeição da curva, pois, na Antiguidade, somente o círculo era considerado perfeito. A elipse porém, é mais comum na natureza que o círculo. Veja Kepler.

elíptica

Adjetivo, de elipse. Diz-se da órbita que apresenta um percurso não circular mas sim com forma de elipse.

El Kophrah (Chi Ursae Majoris)

O Salto, vocábulo oriundo da expressão árabe Al Kafzah. Veja Alula Australis.

El Nath (Beta Tauri)

A Viagem, nome árabe que indica a viagem empreendida pela constelação do Cocheiro.

elongação

Ângulo entre dois corpos vistos de um ponto do sistema solar (geralmente da Terra). Normalmente refere-se a uma máxima elongação.

emersão

Fenômeno da saída de um astro eclipsado de detrás do disco aparente do astro eclipsante.

emissão

Criação de radiação eletromagnética (luz, ondas ultravioletas, etc.) que acontece quando os elétrons ao redor do núcleo de um átomo alteram sua distância em relação ao núcleo. Examinando-se o comprimento das ondas da radiação é possível determinar-se quais os elementos que estão presentes no corpo celeste.

empuxo gravitacional

Utilização do puxão gravitacional de um planeta para acelerar uma nave espacial. Imagine estar parado e que outra pessoa está correndo em sua direção. A medida que esta pessoa se aproxima você segura seu braço e a gira. Quando você a soltar ela irá em outra direção. Na verdade, ela se afastará mais rapidamente do que chegou. Isto faz com que a nave economize o combustível que utilizaria para seguir diretamente ao seu destino. Ambas as sondas Voyager utilizaram o puxão gravitacional quando passaram pelos planetas externos impulsionando-as para fora do sistema solar.

Enceladus

Enceladus (SII) é um satélite de Saturno e foi descoberto em 1789 por W. Herschell. Com um diâmetro de aproximadamente 498 km, Enceladus está em órbita a uma distância média de 238.020 km e completa o seu movimento em torno de Saturno em cerca de 33 horas. Enceladus reflete quase toda a luz solar que o alcança e é um satélite muito frio, com uma temperatura de -201o C na sua superfície.

Encke, Johann Franz  (1791-1865)

Astrônomo alemão considerado o descobridor de uma divisão no anel A de Saturno que agora tem o seu nome. Ele também estudou um cometa descoberto por J. L. Pons em 1818 e foi capaz de calcular sua órbita, encontrar o período de recorrência deste cometa (que é de 3,29 anos) e, com precisão, prever a data de seu retorno. Em sua homenagem este cometa hoje tem seu nome.

Enif (Epsilon Pegasi)

O Nariz, nome árabe que designa o nariz de Pégaso.

enxame

1. Meteoro provocado por meteoroides que atingem a atmosfera em grande quantidade em poucas horas, e cujas trajetórias parecem provir de um mesmo ponto do céu, denominado radiante. Os componentes de um enxame descrevem, no sistema solar, órbitas muito próximas entre si, que frequentemente estão associadas àquelas de um cometa periódico.
2. Ver aglomerado.

Epimeteus

Epimeteus (SXI) é um satélite de Saturno e foi descoberto a partir de trabalhos feitos pelos astrônomos R. Walker em 1966 e J. Fountain e S. Larson em 1978. É um satélite gelado, com um diâmetro aproximado de 200 km e uma forma bem irregular, coberto por estrias, vales e crateras, algumas com mais de 30 km de diâmetro. Ele está em órbita a uma distância média de 151.422 km e dá uma volta completa em torno de Saturno em cerca de 4 horas. Curiosamente, Epimeteus, compartilha sua órbita com o satélite Janus, estando separados por apenas 50 km. Uma vez a cada 4 anos Epimeteus e Janus se aproximam suficientemente um do outro de modo que as perturbações gravitacionais mútuas provocam uma troca de momentum angular e o satélite que está em uma trajetória mais externa se move para uma trajetória mais interna e vice versa.

equador

1. Círculo máximo da esfera celeste segundo o qual o plano do equador terrestre corta a esfera celeste. O plano do equador é o plano fundamental de certos sistemas de coordenadas empregados em astronomia.
2. Para um corpo em rotação é a linha segundo a qual o plano equatorial corta a superfície.
3. Na Terra, o lugar dos pontos de latitude nula.

equador celeste

Projeção do equador da Terra na esfera celeste.

equação do tempo

Equação que corrige a discrepância entre o tempo solar real e aparente, e que é imprescindível quando se lê a hora num relógio solar. Esta discrepância ocorre devido à posição variável do Sol durante a percurso da órbita da Terra.

equinócio

Qualquer da duas interseções do equador celeste com a eclíptica (equinócio da primavera e equinócio de outono), quando o Sol, em seu movimento anual, corta o equador celeste.

equinócio da primavera

Instante em que inicia a primavera em um hemisfério. Ocorre a 20 ou 21 de março no hemisfério norte e 22 ou 23 de setembro no hemisfério sul. Quando inicia a primavera em um hemisfério, inicia o outono no outro (as estações são invertidas nos dois hemisférios). Ponto gama, ponto vernal.

equinócio de outono

Instante em que inicia o outono em um hemisfério. Ocorre a 20 ou 21 de março no hemisfério sul e 22 ou 23 de setembro no hemisfério norte. Quando inicia o outono em um hemisfério, inicia a primavera no outro (as estações são invertidas nos dois hemisférios).

Er Rai (Gamma Cephei)

O Pastor, nome árabe da constelação situada próximo de Alfirk, o Rebanho.

Era da nucleossíntese

A que se seguiu à era leptônica, entre um segundo e mil segundos após o big-bang, quando se produziram os nêutrons, e o hélio e o deutério foram sintetizados.

Era da radiação

A que vai de 1 segundo a 3 x 105 anos após o big-bang, quando a radiação foi o principal constituinte do Universo.

Era de desdobramento

Era de cerca de 3 x 105 anos após o big-bang, quando a radiação cósmica do corpo negro atinge a derradeira dispersão de matéria.

Era hadrônica

O mais duradouro intervalo de tempo da ordem de 10-4 de segundo após o big-bang, quando o Universo era dominado pela matéria que continha muitos hádrons em equilíbrio com o campo de radiação.

Era leptônica

Era seguinte à era hadrônica, quando o Universo era constituído sobretudo de léptons e prótons.

Eratosthenes de Cirene (276-194 a.C.)

Astrônomo grego que foi a primeira pessoa a medir corretamente o tamanho da Terra. Ele utilizou o angulo formado pela sombra do Sol ao meio-dia em duas cidades, Alexandria e Sirene, e a distância entre estas cidades para determinar uma proporção em relação aos 360º de um círculo e o tamanho desconhecido da Terra. Quando Colombo partiu da Europa em direção às Índias, baseou-se numa estimativa de tamanho menor da Terra que havia sido feita por Poseidonius, o que fez com que ele subestimasse a distância.

Escala de Torino

Semelhante à Escala de Richter que é usada para avaliar terremotos, foi criada pelo Dr. Richard P. Binzel, do MIT,  uma escala dos riscos associados com asteroides ou cometas que se movem próximos à Terra e podem colidir com ela. Esta escala que varia de 0 a 10, anota a energia cinética (incorporando tanto massa como velocidade) versus a probabilidade de colisão para vários objetos. Um objeto com um valor 0 ou 1 praticamente não terá chance de causar qualquer dano à Terra. Um objeto classificado como 10 significa que haverá, certamente, uma catástrofe climática global.

esfera celeste

Representação do firmamento onde a Terra é posicionada no centro de uma esfera de estrelas fixas. Ao fixar a Terra, o Sol passa a descrever um movimento de translação na eclíptica.

espaço intergaláctico

Espaço que fica além do espaço galáctico.

espectro

Cada espectro contém uma profusão de informações. Por exemplo, cada elemento químico tem um espectro distinto, que varia com a temperatura. Partes do espectro de um objeto celeste, obtido com um espectrógrafo, podem ser estudadas em detalhes pelos astrônomos permitindo medir importantes propriedades tais como a composição química, a temperatura, a velocidade e a distância deste objeto. O espectro de um objeto celeste é capaz de revelar fatos vitais sobre estrelas, nebulosas e galáxias distantes que as fotografias não podem mostrar. Existem 3 tipos de espectros: os espectros contínuos, os espectros de emissão, e os espectros de absorção.

espectro contínuo

É um espectro de luz emitida que contém todos os comprimentos de onda das cores que compõem a luz branca (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta se formos dos comprimentos de onda mais longos para os mais curtos). Os espectros contínuos são emitidos por sólidos incandescentes, líquidos, ou gases comprimidos. Várias estrelas, como, por exemplo, o nosso Sol, emitem espectros contínuos nos quais as cores se fundem umas nas outras, estando a cor vermelha em uma das extremidades e a cor azul na outra extremidade.

espectro de absorção

Se algumas linhas discretas estão faltando em um espectro, ele é um espectro de absorção, indicando a presença de elementos que absorvem comprimentos de ondas particulares. Um espectro de absorção é criado quando a luz proveniente de uma fonte incandescente passa através de um gás mais frio que absorve fótons. Cada molécula e elemento diferente absorve a luz em um conjunto único de frequências. O espectro de absorção consiste de linhas de absorção escuras superpostas sobre um espectro contínuo brilhante. Um exemplo de espectro de absorção é aquele produzido nas atmosferas estelares. No caso do Sol, os gases quentes da atmosfera solar estão situados entre nós e a fonte de altíssima temperatura que está no seu interior. Esta atmosfera absorve certas frequências deixando linhas escuras sobre o seu espectro contínuo. Os astrônomos podem determinar a composição dos gases em uma estrela procurando as frequências características das linhas de absorção.

espectro de emissão

É um espectro descontínuo, mostrando bandas brilhantes discretas, que é emitido por átomos ou moléculas. O espectro de emissão é característico dos elementos químicos que estão emitindo os fótons. Quando aquecidos, os compostos e elementos individuais frequentemente liberam uma ou dúzias de linhas de emissão.

espectro eletromagnético

Conjunto de radiações que emite um corpo. Somente a luz visível e algumas ondas de rádio conseguem atravessar a atmosfera da Terra e chegar a sua superfície. Os raios gama, X, ultravioleta, infravermelho e outras ondas de rádio não podem.

espectrógrafo

Instrumento usado para dispersar ou separar a luz em todos os seus comprimentos de onda o que permite que sejam feitas medições quantitativas de intensidade. Como um instrumento acoplado a um telescópio, o espectrógrafo obtém o espectro da luz proveniente dos objetos astronômicos. Cada espectro contém uma quantidade enorme de informações sobre o corpo celeste que o produziu.

espectroheliógrafo

É um instrumento que permite obter imagens fotográficas monocromáticas do Sol com a luz de uma das radiações de seu espectro. Em geral utiliza-se o hidrogênio ou o cálcio. Este instrumento foi inventado, em 1889, pelo astrônomo norte-americano G. E. Hale.

espectroscopia

Estudo das radiações luminosas, mediante o espectro produzido tanto pela refração quanto pela difração da luz.

espectroscópio

Instrumento utilizado para estudar o espectro de uma estrela ou de uma galáxia. Ele possui uma grade de difração que separa a luz de acordo com os comprimentos de onda. O espectroscópio é similar a um prisma que projeta um arco-íris quando a luz branca passa por ele.

espículas

Jatos verticais de gás que emanam da cromosfera solar. Estas erupções atingem 9.600 km de altura a uma temperatura de 10.000 K e duram aproximadamente 5 minutos. Há sempre 500.000 espículas no Sol e elas são agrupadas, pelo campo magnético, em células enormes.

estacionário

Instante em que o movimento aparente de um corpo em órbita passa de movimento direto para movimento retrógrado, ou vice-versa.

estrela

Objeto celeste, em geral de forma esferoidal, no interior do qual reinam temperaturas e pressões elevadas, particularmente nas regiões vizinhas do centro. Aí se verificam reações termonucleares, que liberam considerável energia, a qual se propaga, do centro para a periferia, através das diversas camadas que as constituem, até atingir o espaço sob a forma de radiações eletromagnéticas. No centro, a radiação é rica em componentes de alta frequência (radiações gama e X) e, na periferia, de radiações luminosas, ultravioletas e infravermelhas. Emprega-se o vocábulo "estrela" também como denominação genérica dos astros luminosos que mantêm praticamente as mesmas posições relativas na esfera celeste (donde a denominação antiga de "estrela fixa", ainda em uso), e que quando observadas a vista desarmada apresentam cintilação, o que os distingue dos planetas. Dispõem-se segundo grupos que estão localizados em regiões convencionalmente delimitadas do céu, as constelações. Constituem o elemento fundamental da formação do Universo, grupando-se em aglomerados, associações, correntes, grupos, galáxias. Variam em larga escala quanto ao brilho intrínseco, volume, densidade, massa, cor e estabilidade física. A vista desarmada, o seu brilho aparente é definido pela magnitude, que aumenta à medida que aquele diminui; por isto é possível ver-se a vista desarmada estrelas até de 6ª magnitude, e até a 23" com os modernos telescópios.

estrela anã

Estrela de pequeno volume, e que pode ter grande ou pequena massa. No primeiro caso estão as anãs brancas; no segundo, as anãs vermelhas.

estrela binária

Duas estrelas muito próximas, ligadas gravitacionalmente entre si, e que, à vista desarmada ou com pequeno aumento, não são distintas; estrela dupla.

estrela cadente

Nome popular do meteoro. Veja meteoro.

estrela cataclísmica

Estrela que sofre erupções e/ou explosões violentas durante sua evolução.

estrela circumpolar

Estrela cujo círculo diurno fica sempre ou acima ou abaixo do horizonte.

estrela da manhã ou da tarde

Veja Vênus.

estrela de Barnard

Segundo sistema sideral mais próximo ao Sol, situado na constelação de Serpentário. Localiza-se a 6 anos-luz de distância, aproxima-se a uma velocidade de 108 km por segundo, e apresenta o maior movimento próprio dentre todas as estrelas. Se você observar a Estrela Barnard durante 180 noites seguidas verá que ela se movimentará no céu numa distância equivalente a da Lua. Provavelmente, existem dois planetas em sua órbita, cujas massas são muitas vezes superiores à de Júpiter.

estrela degenerada

Estrelas tais como as anãs brancas e as nêutrons que, devido ao seu grande peso, sofreram transformações gravitacionais e contém matéria deteriorada. A matéria degenerada é formada por átomos cujos elétrons foram separados do núcleo pela gravidade. A gravidade faz com que estes elétrons se juntem aos prótons formando nêutrons, e estes nêutrons são então unidos firmemente. Nos átomos normais mais de 99% do seu volume é formado por espaço vazio. Na matéria degenerada praticamente todo este espaço foi preenchido. Portanto, quando uma estrela como o nosso Sol se transforma numa anã branca, seu tamanho é drasticamente reduzido. Uma estrela cuja massa seja superior a 1,44 sóis (limite de Chandrasakhar) encolherá até o tamanho de uma cidade quando se transformar numa estrela nêutron degenerada.

estrela de nêutron

Estrela que se colapsou ao suportar uma degenerada pressão de nêutrons. A estrela de nêutron foi teoricamente prevista pelo físico soviético Lev Landau, em 1932, e estudada em detalhe pelos físicos J. Robert Oppenheimer, Robert Serber e George M. Volkoff, de 1938 a 1939. Durante muitos anos os astrônomos duvidaram da sua existência, até que, em 1967, foi descoberto o primeiro pulsar. Desde então, a teoria dos pulsares se desenvolveu tão rapidamente que parece virtualmente certo que os impulsos rádios e ópticos emitidos pelos pulsares tenham origem na própria energia proveniente de uma estrela nêutron em rotação. Para confirmar tal hipótese, descobriu-se a existência de alguns pulsares no interior de supernovas remanescentes, como aquele registrado na Nebulosa de Caranguejo. Esse foi um dos fortes elementos em favor da teoria de que os pulsares são na realidade estrelas de nêutrons.

estrela dupla

Em astronomia se denominam estrelas duplas as duas estrelas muito próximas (mas suficientemente isoladas do conjunto das outras), constituindo um sistema físico em equilíbrio dinâmico estável e no qual a atração gravitacional, interagindo entre elas, faz com que cada uma descreva em torno de um centro comum de gravidade uma órbita kepleriana. Essa definição permite conceituar todas as estrelas duplas como pares físicos. Realmente, duas estrelas próximas indicam, na maior parte das vezes, uma verdadeira proximidade espacial. Em certos casos, entretanto, trata-se de uma aproximação aparente, um efeito de perspectiva produzida por dois astros situados quase na mesma linha de visão, mas cuja distância real entre si é imensa. A expressão "estrela dupla" foi empregada pela primeira vez por Ptolomeu, ao descrever a aparência da estrela Beta Sagittarii, que constitui um conjunto de duas estrelas muito próximas, cuja separação é um pouco inferior ao diâmetro aparente da Lua (14 segundos de arco, aproximadamente). Note-se que "estrela dupla" é, também, denominação utilizada para distinguir as estrelas triplas, quádruplas etc.

estrela eruptiva

Ver estrela flare.

estrela flare

Estrela jovem caracterizada pelas mudanças bruscas e breves da magnitude e de espectro, denominadas de erupções. Pertence à classe das estrelas anãs (em geral de tipo espectral dM3e-dM6e) que mostram emissões rápidas e bruscas de grande energia. Estas erupções são usualmente raras e muito curtas com amplitude média de 0,5 a 0,6 magnitude. Todas as estrelas flares são intrinsecamente fracas e possuem linhas de emissões de H1 e CaII. As erupções nestas estrelas têm como propriedade comum um rápido aumento de brilho seguido também de um rápido declínio. Um aumento na emissão rádio é quase sempre registrado simultaneamente com a erupção óptica. Conhecem-se cerca de 30 estrelas flare, numa esfera de raio de 20 parsecs, que tem o Sol como centro. Elas são também denominadas de variáveis UV Ceti.

estrela gigante

Estrelas com uma grande quantidade de massa, alta temperatura e brilho intenso. Se comparadas ao Sol a massa das estrelas gigantes é 10 a 30 vezes superior, seu volume 1.000.000 a 10.000.000 maior e sua luminosidade 10 a 1.000 vezes a do Sol. As gigantes muito grandes são chamadas supergigantes, porém não há uma divisão bem definida entre os dois tipos. As estrelas entram num a fase curta de gigantismo durante o período de fusão quando perdem hidrogênio. Apesar das estrelas gigantes serem raras (pois o estágio gigante é muito breve na vida de uma estrela) elas são facilmente identificadas devido ao seu brilho intenso. Muitas das estrelas mais brilhantes que vemos no céu são gigantes.

estrela morta

Estrela que consumiu todo o seu combustível e que não emite mais radiação.

estrela múltipla

Grupo de estrelas muito próximas, ligadas gravitacionalmente entre si, e que, a olho desarmado ou com pequeno aumento, não são distintas. Exemplo comum é o trapézio de Orion.

estrela nova

Estrela que de súbito se torna muito luminosa e cintila com intensidade durante alguns dias, enfraquecendo lenta e gradualmente até atingir o seu brilho primitivo. Também se diz apenas nova.

Estrela Polar

Designação tradicional da estrela alfa da Ursa Menor, que é, das estrelas visíveis à vista desarmada, a mais próxima do polo norte.

estrela variável

Aquela cujo brilho varia com o tempo, tendo essa variação, em geral, caráter periódico, embora em algumas estrelas variáveis, como as novas e as supernovas, o brilho varie de repente, diminuindo após curto período.

estrelas super-gigantes

Maiores e mais brilhantes estrelas do Universo. As super-gigantes contêm de 20 a 100 vezes a massa do Sol e brilham milhões de vezes mais. Como as estrelas super-gigantes vivem apenas poucos milhões de anos e como apenas 1 em cada 10.000 estrelas é uma super-gigante, os astrônomos só conseguem localizar poucas delas. Contudo essas usinas de energia brilham através de grandes distâncias no espaço galáctico. Quando os astrônomos veem braços espirais em galáxias distantes, só o que conseguem ver é a luz destas estrelas super-gigantes. Dezesseis entre as cem estrelas mais brilhantes que vemos no céu noturno são super-gigantes. Exemplos: Betelgeuse e Antares.

Etanin (Gamma Draconis)

A Cabeça do Dragão, nome árabe. (Veja também Rastaban).

Eudoxus de Cnidus (400-350 a.C.)

Astrônomo grego que criou um complicado sistema de esferas para explicar a movimentação dos planetas, pois ele acreditava, assim como Aristóteles, que tudo nos céus era perfeito e se movia em órbitas circulares. Ele também introduziu a geometria na astronomia, e pode ter sido o criador de um método geométrico de cálculo da distância entre a Terra e o Sol e a Lua.

Europa

EuropaEuropa (JII) é um satélite de Júpiter que foi descoberto, independentemente, em 1610 por Galileu e Simon Marius. Embora tenha um diâmetro menor do que 3.138 km, e seja, portanto, menor do que a nossa Lua, Europa é um satélite grande, denso e congelado. Sua superfície é coberta com sulcos longos que se cruzam, poucas crateras, e ácido sulfúrico congelado. Ele está a uma distância média de Júpiter de 670.900 km e realiza uma rotação em torno de Júpiter no período de 3,55 dias.

excêntrica

Diz-se de uma órbita cuja forma é uma elipse muito alongada.

excentricidade

A excentricidade de uma elipse (órbita planetária) é a razão da distância entre os focos e o eixo maior. Os círculos possuem excentricidade igual a zero, e a das parábolas é igual a 1. As elipses apresentam excentricidade entre 0 e 1. A excentricidade da órbita da Terra é muito baixa, 0,02 (quase circular), enquanto a da órbita do cometa Halley é bastante elevada.

Exobiologia

Procura por vida extraterrestre, incluindo o estudo da composição dos outros planetas. Este campo é também chamado de astrobiologia.

extinção

Absorção, pela atmosfera terrestre, das radiações luminosas provenientes de um astro, e que não apresenta caráter seletivo segundo os comprimentos de onda.

 
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