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DICIONÁRIO DE ASTRONOMIA

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c

Letra que, usada com a classe espectral, indica que a estrela é uma supergigante. Veja classificação de Harvard-Draper, d, g.

cadeia próton-próton

Fusão nuclear que produz hélio a partir do hidrogênio. São necessários quatro núcleos de hidrogênio, que também são prótons, para fundir um átomo de hélio. O Sol transforma quase 600 milhões de toneladas de hidrogênio em hélio, através deste processo, a cada segundo. Sete por cento, ou aproximadamente 4 milhões de toneladas, deste material é convertido em energia.

calagem

Ato de colocar um instrumento em posição conveniente para a observação de um astro.

calendário gregoriano

Calendário resultante da reforma introduzida pelo Papa Gregório XIII (1502-1585), e no qual em cada quatro anos há um ano bissexto, com exceção dos anos seculares em que o número formado pelos algarismos das centenas e dos milhares não é divisível por 400.

calendário juliano

Calendário resultante da reforma introduzida por Júlio César no ano 45 a.C., na qual em cada 4 anos há um ano bissexto, de 366 dias.

Caliban

CalibanSatélite de Urano descoberto em 1997 por Gladman, Nicholson, Burns e Kavelaars.

Calipso

CalipsoCalipso (SXIV) é um dos satélites de Saturno e foi descoberto em 1980 por B. Smith, H. Reitsema, S. Larson e J. Fountain. Calipso tem a mesma órbita de Telesto, estando a 294.660 km do centro de Saturno. Tanto Calipso como Telesto orbitam em torno de Saturno na órbita de Tetis. Telesto está 60o à frente de Tetis enquanto que Calipso está 60o atrás.

Calisto

CalistoCalisto (JIV) é um satélite de Júpiter descoberto em 1610 independentemente por Galileu e Simon Marius. Calisto é um dos satélites mais externos de Júpiter. Ele é grande, gelado, de cor escura, baixa densidade e coberto de "cicatrizes" que são crateras de impacto e matéria ejetada. Com um diâmetro de aproximadamente 4.800 km é o segundo maior satélite de Júpiter sendo, aproximadamente, do tamanho de Mercúrio. Está em órbita em torno de Júpiter a uma distância média de 1.883.000 km e leva 400,5 horas para completá-la. Em Calisto existe uma cratera formada por um meteoro gigante, com extensão de 2.600 km, chamada Valhalla.

Câncer, Trópico de

Ponto mais distante ao norte do Equador onde a luz do Sol pode incidir perpendicularmente. O Sol fica sobre esta latitude (23,5º) durante o solstício de verão.

canibalismo galáctico

Fenômeno que ocorre quando uma galáxia colide com outra, de massa muito menor, de modo que esta é praticamente absorvida por aquela.

Canopus (Alpha Carinae)

A Guia, nome grego vocábulo em homenagem ao piloto Menelau, timoneiro do Navio Argus, dos argonautas, na constelação da Carena.

Capella (Alpha Aurigae)

A Cabra, nome latino que significa pequena cabra, homenagem à cabra que, segundo a lenda, amamentou Júpiter.

Caph (Beta Cassiopeiae)

A Palma da Mão, nome árabe que designava antigamente este asterismo.

Capricórnio, Trópico de

Latitude mais distante ao sul (-23,5º) onde o Sol pode incidir perpendicularmente. Este fato ocorre no solstício de inverno.

Carme

Carme (JXI) é o 14o satélite de Júpiter e foi descoberto em 1938 por S. Nicholson. Muito pouco é conhecido sobre este satélite. Carme tem cerca de 30 km de diâmetro e está em órbita acerca de 22.600.000 km de Júpiter, levando 692 dias terrestres para completá-la. Carme tem um movimento orbital retrógrado, ou seja, sua órbita tem o sentido oposto ao sentido de rotação de Júpiter.

Carpenter, Malcolm Scott (1925)

Em 24 de maio de 1962 tornou-se o segundo homem a percorrer a órbita da Terra, circundando-a três vezes.

CARJ

Sigla de Clube de Astronomia do Rio de Janeiro.

Caronte

CaronteCaronte é o único satélite de Plutão. Ele foi descoberto em 1978 por Jim W. Christy. Caronte é um satélite pequeno com aproximadamente 1.172 km de diâmetro. Sua órbita está, em média, 19.640 km de Plutão e é uma órbita síncrona em torno do planeta. Consequentemente, a órbita de Caronte dura exatamente um dia de Plutão.

carta celeste

O mesmo que mapa celeste. Representação da esfera celeste numa superfície plana. Denomina-se atlas celeste ao conjunto de cartas de várias regiões do céu.

Cassini, divisão de

Lacuna elíptica com extensão de 2.700 km entre os anéis A e B de Saturno detectada por Giovanni Cassini. Embora este espaço não esteja totalmente vazio, suas partículas são removidas pelo efeito gravitacional da lua Mimas de Saturno.

Cassini, Giovanni Domenico  (1625-1712)

CassiniOrganizou o Observatório de Paris, descobriu a luz zodiacal e estudou sua maior contribuição à astronomia: os anéis de Saturno. Também foi o descobridor de quatro satélites de Saturno, respectivamente Tetis, Dione, Reia, Iapetus.

Castor (Alpha Geminorum)

Castor, nome latino de um dos filhos gêmeos de Leda, esposa de Tindarus, rei de Esparta, para designar a estrela mais brilhante da constelação dos Gêmeos.

Catálogo Messier

Lista de 103 objetos celestes (aglomerados estelares e nebulosas) compilados pelo astrônomo francês Charles Messier. Os objetos são identificados pela letra M que antecede o número do objeto no catálogo. Hoje o Catálogo Messier tem 110 objetos.

catena

Cadeia de crateras.

cauda

Parte de um cometa, com a forma de longa faixa luminosa, que se estende na direção oposta à do Sol, e que é produzida pela ação da radiação e dos corpúsculos solares sobre os gases rarefeitos que envolvem o núcleo do astro.

CCD (Charge-coupled Device)

Este equipamento é um circuito eletrônico de estado sólido altamente sensível capaz de converter sinais luminosos extremamente fracos em sinais digitais que são então reunidos e arquivados em computadores para análise posterior. Em razão de sua altíssima sensibilidade este equipamento funciona como se fosse uma fotografia eletrônica. Ele, praticamente, substituiu a fotografia tradicional na Astronomia profissional.

CEAAL

Sigla do Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas, associação de Astrônomos amadores do Estado de Alagoas.

Cebalrai (Beta Ophiuchi)

Cão do Pastor, vocábulo oriundo da expressão árabe Kalb al Rai. Existem as formas Celbalrai e Chaleb.

Ceres

Com diâmetro de 913 km, Ceres, o maior asteroide conhecido, possui um terço da massa de todos os asteroides. Localizado a 257.120.000 milhas do Sol, sua órbita é de 1.682 dias. Ceres, cuja magnitude é 6,9 e não consegue ser visto a olho nu. Ele foi o primeiro asteroide a ser descoberto.

Cernan, Eugen Andrew (1934)

Além de ter sido o comandante da Apolo 17, última missão Apolo à lua, detém, em conjunto com Jack Schmitt, o recorde da maior exploração lunar: passou 22 horas na superfície da lua durante uma visita de três dias, em 1972.

Chaleb (Kappa Ophiuchi)

Cão do Pastor. Veja Cebalrai.

Chandrasekhar, Subrahmanyan  (1910-1995)

ChandrasekharUma das personalidades mais importantes no campo da física estelar. É lembrado também pela sua grande contribuição ao ensino da Astronomia. Foi diretor do Astrophysical Journal durante 20 anos. Recebeu o prêmio Nobel de Física em 1983. Chandrasekhar descobriu que as estrelas que chegam ao fim de sua existência com massa superior a 1,44 vezes a do Sol, conhecido como o limite de Chandrasekhar, não conseguem suportar seu peso como anãs brancas transformando-se então em estrelas de nêutrons.

Chara (Beta Canum Venaticorum)

Deleite, denominação de origem grega.

Chort (Theta Leonis)

Quadril, nome de origem árabe.

chuva de meteoros

Fenômeno atmosférico produzido por um conjunto de meteoros que parecem surgir de uma mesma região do céu (neste caso chamada de radiante). Muitas vezes uma chuva de meteoros ocorre quando a Terra intercepta a órbita de um cometa. Neste caso, os meteoros são pedaços desprendidos dos cometas, e as datas em que estas chuvas de meteoros ocorrem tornam-se previsíveis. Em uma chuva de meteoros, é medida a taxa horária de meteoros, que é o número de meteoros por hora. Geralmente uma chuva dura mais de um dia. Nas efemérides, normalmente se registra apenas o dia do máximo (o dia em que ocorrem mais meteoros).

ciclo solar

A variação quase periódica de aproximadamente 11 anos na frequência ou número de eventos solares ativos.

cintilador

Instrumento de análise de fotografias astronômicas, que utiliza cintilação alternada de duas lâmpadas sobre duas fotografias na mesma região celeste, tomadas em épocas diferentes, e permite assim, identificar qualquer mutação ocorrida em um astro.

cinturão de asteroides

Região do espaço entre as órbitas dos planetas Marte e Júpiter (entre 1,5 A 5,2 A) onde a maior parte dos asteroides conhecidos estão localizados.

cinturão de Kuiper

Região do espaço que inicia nas proximidades da órbita do planeta Netuno (a cerca de 40 A) e se estende até cerca de 100 A, onde devem existir um grande número de asteroides, embora até hoje não tenham sido identificados mais que dezenas de asteroides nesta região, por causa da grande distância entre eles e a Terra e também por causa do pequeno tamanho dos asteroides.

círculo de declinação ou horário

Círculo máximo da esfera celeste, perpendicular ao equador.

círculo de latitude

1. No sistema de coordenadas eclípticas, círculo menor da esfera celeste, paralelo à eclíptica.
2. No sistema de coordenadas geográficas, círculo menor da esfera terrestre, paralelo ao equador.

círculo de longitude

1. No sistema de coordenadas eclípticas, semicírculo máximo que passa pelos polos da eclíptica e pelo zênite do observador.
2. No sistema de coordenadas geográficas, semicírculo máximo da esfera terrestre que passa pelos polos e pelo observador.

círculo fundamental

Círculo máximo da esfera celeste, de plano perpendicular à linha dos polos de um dado sistema de referência.

círculo galáctico

Interseção do plano galáctico com a esfera celeste.

círculo meridiano ou de trânsito

Instrumento astronômico fundamental, que dispõe de um círculo graduado de alta precisão, situado no plano do meridiano.

circumpolar

Relativo aos astros que, para um dado lugar na superfície da Terra, ou nunca se põem, ou nunca nascem.

circunterrestre

Diz-se de astro, nave ou veículo espacial que gira ao redor da Terra.

Clark, Alvan (1804-1887)

Fabricou lunetas de refração tão grandes que quebrou cinco vezes o recorde mundial. Uma destas lunetas, com refrator de 101 cm (40 polegadas) é até hoje a maior do mundo. Seu filho George descobriu a estrela Canícula (Sirius B), a anã branca companheira da estrela Sirius, quando testava uma luneta.

classificação de Harvard-Draper

Classificação das estrelas baseada no tipo espectral proposta pelo astrônomo norte-americano Henry Draper, que trabalhava no Observatório de Harvard. Também é chamada apenas de classificação de Harvard. As principais classes espectrais são designadas pelas letras O, B, A, F, G, K e M, cada uma subdividida em dez grupos decimais, representados pelos algarismos 0 a 9 (por exemplo, B0, A1, G3, F10). Quando se usa o número 10, ele corresponde ao primeiro subtipo da letra seguinte (por exemplo, B10 corresponde a A0):

Tipo

Descrição

Temperatura
da superfície

O

  Estrelas azuis

30.000 K

B

  Estrelas branco azuladas

21.000 K

A

  Estrelas brancas

10.000 K

F

  Estrelas amarelas

7.200 K

G

  Estrelas amarelas

6.000 K

K

  Estrelas vermelhas

4.700 K

M

  Estrelas vermelhas

3.000 K

Existem outros tipos espectrais menos frequentemente, representados pelas letras W (estrelas do tipo novas), R e N (estrelas de ambos tipos espectrais são chamadas de estrelas carbonadas, porque possuem Carbono e Cianogênio), C (para representar em conjunto os tipos espectrais R e N) e S (estrelas com grande abundância de Zircônio). Algumas notações especiais (acrescentadas como sufixo) acrescentam informações sobre o espectro, representadas pelas letras minúsculas:

Informação

e

  Existência de raias de emissões

k

  Presença de raias interestelares

m

  Presença de raias metálicas

p

  Espectro peculiar

s

  Raias nítidas

n

  Raias nebulosas

À vezes acrescenta-se mais uma letra, relativa à classe de luminosidade:

Classe de luminosidade

d

  Anã (do inglês, dwarf)

g

  Gigante

c

  Supergigante

Por exemplo, o Sol é uma estrela G6, portanto, sua temperatura superficial é de cerca de 6 mil kelvin e sua cor é amarela.

CNES (Centre National d'Études Spatiales)

Centre National d' Études Spatiales Centro Nacional de Estudos Espaciais da França. Foi criada em dezembro de 1961 com o objetivo de desenvolver as atividades espaciais.

colapso gravitacional

Evolução cataclísmica de um astro, após esgotamento das suas reservas centrais de combustível nuclear, quando então ocorre uma queda de temperatura. A pressão de radiação que até então contrabalançava normalmente a gravidade produz um desequilíbrio no qual a matéria começa a se condensar em virtude do efeito gravitacional predominante. O colapso gravitacional pode parar no estágio de anã branca ou, se a massa inicial é muito grande, no estágio de estrela nêutron. Para valores ainda maiores de massa primordial, o colapso pode conduzir o astro até ao seu desaparecimento atrás do horizonte dos fenômenos do espaço-tempo, o que vai dar origem a um buraco negro.

Collins, Michael (1930)

Piloto do módulo de comando da Apolo 11 em julho de 1969; ele permaneceu na nave Columbia enquanto Neil Armstrong e Edwin Aldrin aterrissavam na Lua.

coluro

Uma das duas interseções do equador com a eclíptica.

coluro equinocial

Círculo horário que passa pelo ponto vernal.

coluro solsticial

Cada um dos meridianos que passam pelos pontos solsticiais.

coma

  1. Imperfeição num telescópio que distorce as estrelas mais distantes dando-lhes a aparência de um cometa ou de um objeto em forma de pera.

  2. Parte de um cometa, com o aspecto de um envoltório gasoso, que rodeia o núcleo do astro; cabeleira.

cometa

Cometa P-HalleyAstro de luminosidade fraca, formado por um grupo de pequenas partículas sólidas, com envoltório gasoso, e que gira em torno do Sol em órbitas elípticas muito alongadas, algumas das quais praticamente parabólicas, e nalguns casos aparentemente hiperbólicas. Na proximidade do Sol, por efeito da pressão de radiação, forma-se em grande número de cometas uma longa cauda, que se estende a milhões de quilômetros. Os cometas levam o nome de seus descobridores.

cometa de curto período

Cometa elíptico, cujo período é inferior a 10 anos.

cometa de eclipse

O que é descoberto por ocasião de um eclipse total do Sol.

Cometa de Halley

O cometa periódico mais conhecido, visível a cada 76 anos, e cuja última aparição ocorreu em 1986.

cometa de longo período

Aquele cuja órbita é praticamente uma parábola.

cometa de período intermediário

Aquele cujo período é compreendido entre 10 e 100 anos, e cuja órbita é uma elipse alongada.

cometa elíptico

Aquele cuja órbita é elíptica. O cometa de curto período e o cometa de período intermediário são elípticos.

cometa hiperbólico

Aquele que tem a peculiaridade de o cálculo da sua órbita conduzir a uma hipérbole, o que indica a possibilidade de não ser ele um membro próprio do sistema solar.

cometa não-periódico ou cometa parabólico

Veja cometa de longo período.

cometa periódico

Aquele cujo retorno é previsível e pode ser observado. São periódicos o cometa de curto período e o cometa de período intermediário.

cometa telescópico

O que só é visível através de um telescópio.

cometografia

Ramo da astronomia que estuda os cometas.

comprimento de onda

Distância entre os picos das ondas eletromagnéticas. Frequentemente medido em angstrons, o comprimento de onda é igual à velocidade da onda dividida por sua frequência.

condrita

Meteoritos rochosos que carregam consigo pequenos pedaços de pedra, chamados côndrulos. Quarenta e oito por cento de todos os meteoritos são condritas.

conjunção

Configuração apresentada por dois astros no instante em que as suas longitudes geocêntricas (ascenções retas) atingem um mesmo valor.

conjunção inferior

Conjunção de um planeta com o Sol, quando o planeta está entre a Terra e o Sol, portanto só ocorre com Mercúrio e Vênus.

conjunção superior

Conjunção de um planeta, nave ou sonda espacial com o Sol, quando o Sol está entre a Terra e o planeta, a nave ou a sonda espacial.

Conrad, Charles (1930)

Astronauta americano que comandou a segunda Missão Apolo que aterrissou na Lua e a primeira tripulação do Skylab.

constante cosmológica

A constante cosmológica, representada pela letra grega maiúscula Λ, foi um termo constante que Einstein adicionou à sua equação da teoria da relatividade geral por acreditar, erroneamente, que o Universo estava em um estado estacionário.

constante de Hubble

Ho Formulada por E. P. Hubble em 1925, a chamada "constante" de Hubble, Ho, determina a relação entre a distância de uma galáxia e sua velocidade de recessão devido à expansão do Universo. Em outras palavras ela faz uma relação de quanto uma galáxia está longe de nós e a velocidade que ela está se afastando por causa da expansão do Universo. É um número que mostra a taxa na qual o Universo está se expandindo. O valor de Ho é 70 km/seg/Mpc ± 7 km/seg/Mpc. A "constante" de Hubble pode ser usada para estimar o tamanho e a idade do Universo, o chamado tempo de Hubble. Recentes avanços na Cosmologia mostraram que, uma vez que o Universo é autogravitante, na verdade Ho não é verdadeiramente constante.

constante gravitacional (ou constante da gravitação universal)

A constante gravitacional, representada pela letra "G", é a constante de proporcionalidade que aparece na equação que descreve a atração gravitacional entre objetos, a Lei de Newton da Gravitação Universal formulada por ele em 1666. Seu valor é G = 6,6726 x 10-11 m3/seg2.kg = 6,6726 x 10-11 N.m2/kg2, onde N significa Newtons, que equivale a kg.m/seg2.

constante solar

Quantidade de calor que incide sobre uma superfície teórica perpendicular aos raios solares e fora da atmosfera terrestre. O astrofísico americano Charles Greeley Abbot (1872-1973) foi a primeira pessoa a calcular a constante solar. Quando a Terra está a uma distância média do Sol, o valor aceito é de 2 calorias por minuto por centímetro quadrado, o que equivale a 1,3 quilowatt por metro quadrado. A constante solar apresenta uma variação de 1 a 2% devido à atividade solar variável.

constelação

1. Região do Céu ocupada por uma configuração idealizada de um conjunto de estrelas batizadas com um nome tradicional. O termo constelação como grupo de estrelas ainda hoje existe na linguagem vulgar, mas para o astrônomo deixou de ser o coletivo de estrelas para designar uma região da esfera celeste. Essa nova definição começou a ser usado em 1925, quando a União Astronômica Internacional (veja IAU) regulamentou as denominações (latinas) e as suas abreviaturas, assim como os limites das 88 constelações.
2. Grupo de estrelas.

constelação zodiacal

Uma das treze constelações atravessadas pela eclíptica e ao longo das quais o Sol e os planetas parecem se deslocar anualmente. As constelações zodiacais são: Aries (Carneiro), Taurus (Touro), Gemini (Gêmeos), Cancer (Caranguejo), Leo (Leão), Virgo (Virgem), Libra (Balança) Scorpius (Escorpião), Sagittarius (Sagitário), Capricornus (Capricórnio), Aquarius (Aquário), Pisces (Peixes) e Ophiuchus (Ofiúco). O termo zodíaco vem do grego e quer dizer "caminho dos animais", porque a maioria das constelações zodiacais são animais.

convecção

Movimento que produz o calor na matéria fluida.

coordenadas areográficas

Coordenadas esféricas de um ponto da superfície do planeta Marte, em relação ao seu disco aparente.

coordenadas geocêntricas

Coordenadas esféricas de um ponto da esfera celeste, referidas ao centro da Terra.

coordenadas heliográficas

Coordenadas esféricas de um astro ou de um ponto na superfície do Sol, em relação ao seu disco aparente.

coordenadas planetográficas

Coordenadas esféricas de um ponto da superfície de um planeta em relação ao seu disco aparente.

coordenadas selenográficas

Coordenadas esféricas de um ponto da superfície lunar em relação ao disco aparente da Lua.

coordenada tangencial

Coordenada da projeção cônica de um astro sobre o plano tangente à esfera celeste.

coordenadas topocêntricas

Coordenadas esféricas de um ponto da esfera celeste, referidas ao local da observação.

Copérnico (1473-1543)

Nicolaus Copernicus - Astrônomo polonês, autor da teoria heliocêntrica segundo a qual a Terra e os outros planetas gravitam em torno do Sol. Apesar dos antigos filósofos Ecphantus, Heraclides, Hicetas e Philolaus acreditarem que o universo era heliocêntrico, a visão predominante na época de Copérnico era a do universo geocêntrico. Em 1543, Copérnico publicou suas ideias sobre o universo heliocêntrico em seu livro De Revolutionibus Orbium Coelestium (Sobre as Revoluções das Esferas Celestiais). Ele acreditava que a Terra e outros planetas descreviam órbitas circulares em volta do Sol.

Cor Caroli (Alpha Canum Venaticorum)

Coração de Carlos, expressão latina em homenagem a Carlos II, rei da Inglaterra, proposta por Flamsteed para substituir a constelação dos Cães de Caça. Tal designação não permaneceu para a constelação mas para a estrela.

Cordélia

CordéliaSatélite de Urano descoberto em 1986 pela sonda espacial Voyager 2.

coroa solar

Camada exterior da atmosfera do Sol, que se sobrepõe a cromosfera. Estende-se em todas as direções e atinge distâncias maiores que o diâmetro solar. Visível por ocasião dos eclipses - ou por meio do coronógrafo - apresenta uma temperatura não uniforme e superior a da superfície do Sol, devido ao transporte magnético da energia do núcleo.

corpo perturbador

Astro cuja atração modifica a órbita de outro em torno de um terceiro.

corpo pré-estelar

Massa de matéria de grande volume e pequena densidade, a qual, segundo as hipóteses cosmogônicas, se transformará numa estrela pelo efeito de contração e ativação de reações nucleares.

cosmografia

Veja astronomia descritiva.

cosmologia

Do grego kosmos, universo e logos, discurso. Tratado das leis gerais ou princípios que regem o mundo físico e que estuda a constituição e estrutura da matéria do universo, sua evolução e propriedades.

cosmologia Alfvén-Klein

Modelo cosmológico em que o Universo inicial é descrito como gigantesca nuvem esférica colapsante de matéria e antimatéria. Quando a densidade crítica é alcançada, a matéria e a antimatéria começam a se aniquilar, e a resultante liberação de radiação e energia provoca o Universo em expansão. Dentro do atual conhecimento observacional do Universo, em especial considerando a pequena quantidade de radiação gama registrada, é muito difícil aceitar esse modelo como o mais provável.

cosmologia newtoniana

Modelo cosmológico muito simples, que inclui modelos comuns de big-bang, que podem derivar da teoria clássica da gravitação de Newton.

cosmologia relativista

Cosmologia desenvolvida com base na teoria geral da relatividade de Einstein.

cosmonomia

Parte da astronomia que se relaciona com as leis cósmicas.

cratera

Do grego krater, vaso em forma de taça. Formação típica do solo lunar, abundante também em outros planetas e satélites de composição rochosa, devendo-se tanto a vulcanismo quanto a impactos de meteoritos.

cratera de impacto

O buraco que fica na superfície de um astro, por exemplo um planeta ou um satélite, devido a colisão de um meteorito.

Cressida

Satélite de Urano descoberto em 1986 pela sonda espacial Voyager 2.

Cujam (Omega Herculis)

Caia, palavra latina empregada por Horácio para o clube de Hércules. A forma Cujam provém de Caiam, acusativo de Caia. O clube de Hércules foi uma constelação proposta por Plínio.

culminação

  1. Ponto mais alto alcançado por uma estrela. A culminação de um objeto celeste acontece quando ele cruza o meridiano.

  2. Focar as partes de um telescópio para obter uma imagem clara.

cúmulo

Ver aglomerado.

cúmulo galáctico

Ver aglomerado galáctico.

cúmulo globular

Ver aglomerado globular.

Cursa (Beta Eridani)

Cadeira, vocábulo oriundo da expressão árabe Al Kursiyy al Jauzah, que significa supedâneo ou escabelo.

curvatura do espaço

Ondulação no espaço provocada pela força gravitacional de um corpo celeste. Antigamente os cientistas avaliavam o espaço utilizando a teoria da geometria Euclidiana, onde a menor distância entre dois pontos é uma linha reta. Contudo, a superfície da Terra não é assim, como também não é o espaço. De acordo com a teoria da relatividade de Einstein, o espaço pode ser tão alterado por corpos de grande massa que não pode ser avaliado pela teoria Euclidiana. Se o espaço fosse um grande trampolim, as massas, tais como a da Terra, do Sol e dos buracos negros , seriam as bolas de basquete. Se fossem colocadas no trampolim, elas formariam uma depressão em forma de curva e a menor distância entre dois pontos na curva seria uma curva e não uma linha reta. Consequentemente, embora o espaço não seja tão simples quanto uma estrutura Euclidiana, sua real natureza é ainda desconhecida.

 
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