c
Letra que, usada com a classe espectral, indica
que a estrela é uma supergigante. Veja
classificação de Harvard-Draper,
d, g.
cadeia próton-próton
Fusão nuclear que produz hélio a partir do hidrogênio. São necessários
quatro núcleos de hidrogênio, que também são prótons, para fundir um
átomo de hélio. O Sol transforma quase 600 milhões de toneladas de
hidrogênio em hélio, através deste processo, a cada segundo. Sete por
cento, ou aproximadamente 4 milhões de toneladas, deste material é
convertido em energia.
calagem
Ato de colocar um instrumento em posição conveniente
para a observação de um astro.
calendário gregoriano
Calendário resultante da reforma introduzida pelo Papa
Gregório XIII (1502-1585), e no qual em cada quatro anos há um ano bissexto,
com exceção dos anos seculares em que o número formado pelos algarismos
das centenas e dos milhares não é divisível por 400.
calendário juliano
Calendário resultante da reforma introduzida por Júlio
César no ano 45 a.C., na qual em cada 4 anos há um ano bissexto, de 366
dias.
Caliban
Satélite
de Urano descoberto em 1997 por Gladman,
Nicholson, Burns e Kavelaars.
Calipso
Calipso
(SXIV) é um dos satélites de Saturno e
foi descoberto em 1980 por B. Smith, H. Reitsema, S. Larson e J. Fountain.
Calipso tem a mesma órbita de Telesto,
estando a 294.660 km do centro de Saturno. Tanto
Calipso como Telesto orbitam em torno de Saturno
na órbita de Tetis. Telesto está 60o
à frente de Tetis enquanto que Calipso está 60o atrás.
Calisto
Calisto
(JIV) é um satélite de Júpiter descoberto
em 1610 independentemente por Galileu e Simon Marius. Calisto é um dos
satélites mais externos de Júpiter. Ele é grande, gelado, de cor escura,
baixa densidade e coberto de "cicatrizes" que são
crateras de impacto e matéria ejetada.
Com um diâmetro de aproximadamente 4.800 km
é o segundo maior satélite de Júpiter sendo, aproximadamente, do tamanho
de Mercúrio. Está em órbita em torno de Júpiter a uma distância média
de 1.883.000 km e
leva 400,5 horas para completá-la.
Em Calisto existe uma cratera formada por um meteoro gigante, com
extensão de 2.600 km, chamada Valhalla.
Câncer, Trópico de
Ponto mais distante ao norte do Equador onde a luz do Sol pode incidir
perpendicularmente. O Sol fica sobre esta latitude (23,5º) durante o
solstício de verão.
canibalismo galáctico
Fenômeno que ocorre quando uma
galáxia colide com outra, de massa muito menor, de modo que esta é praticamente
absorvida por aquela.
Canopus (Alpha Carinae)
A Guia, nome grego vocábulo em homenagem ao piloto
Menelau, timoneiro do Navio Argus, dos argonautas, na constelação da Carena.
Capella (Alpha Aurigae)
A Cabra, nome latino que significa pequena cabra, homenagem
à cabra que, segundo a lenda, amamentou Júpiter.
Caph (Beta Cassiopeiae)
A Palma da Mão, nome árabe que designava antigamente
este asterismo.
Capricórnio, Trópico de
Latitude mais distante ao sul (-23,5º) onde o Sol pode incidir
perpendicularmente. Este fato ocorre no solstício de inverno.
Carme
Carme (JXI) é o 14o satélite de
Júpiter e foi descoberto em 1938 por S.
Nicholson. Muito pouco é conhecido sobre
este satélite. Carme tem cerca de 30 km de diâmetro e está em órbita acerca
de 22.600.000 km de
Júpiter, levando 692 dias terrestres para completá-la. Carme tem um movimento
orbital retrógrado, ou seja, sua órbita tem
o sentido oposto ao sentido de rotação de Júpiter.
Carpenter, Malcolm Scott (1925)
Em 24 de maio de 1962 tornou-se o segundo homem a percorrer a órbita
da Terra, circundando-a três vezes.
CARJ
Sigla de Clube de Astronomia do Rio de Janeiro.
Caronte
Caronte
é o único satélite de Plutão. Ele foi descoberto
em 1978 por Jim W. Christy. Caronte é um satélite pequeno com
aproximadamente 1.172 km de diâmetro.
Sua órbita está, em média, 19.640
km de Plutão e é uma órbita síncrona em torno do
planeta. Conseqüentemente, a órbita de Caronte
dura exatamente um dia de Plutão.
carta celeste
O mesmo que mapa celeste. Representação
da esfera celeste numa superfície plana. Denomina-se atlas celeste ao
conjunto de cartas de várias regiões do céu.
Cassini, divisão de
Lacuna elíptica com extensão de 2.700 km entre os anéis A e B de
Saturno detectada por Giovanni Cassini. Embora este espaço não esteja
totalmente vazio, suas partículas são removidas pelo efeito
gravitacional da lua Mimas de Saturno.
Cassini,
Giovanni Domenico (1625-1712)
Organizou
o Observatório de Paris, descobriu a luz zodiacal e estudou sua maior
contribuição à astronomia: os anéis de Saturno. Também
foi o descobridor de quatro satélites de
Saturno, respectivamente
Tetis, Dione,
Réia, Iapetus.
Castor (Alpha Geminorum)
Castor, nome latino de um dos filhos gêmeos de Leda,
esposa de Tindarus, rei de Esparta, para designar a estrela mais brilhante
da constelação dos Gêmeos.
Catálogo Messier
Lista de 103 objetos celestes (aglomerados
estelares e nebulosas) compilados
pelo astrônomo francês Charles Messier. Os objetos são identificados pela
letra M que antecede o número do objeto no catálogo. Hoje o Catálogo Messier
tem 110 objetos.
catena
Cadeia de crateras.
cauda
Parte de um cometa, com a forma de longa faixa luminosa,
que se estende na direção oposta à do Sol, e que é produzida pela ação
da radiação e dos corpúsculos solares sobre os gases rarefeitos que envolvem
o núcleo do astro.
CCD (Charge-coupled Device)
Este equipamento é um circuito eletrônico de estado
sólido altamente sensível capaz de converter sinais luminosos extremamente
fracos em sinais digitais que são então reunidos e arquivados em computadores
para análise posterior. Em razão de sua altíssima sensibilidade este equipamento
funciona como se fosse uma fotografia eletrônica. Ele, praticamente, substituiu
a fotografia tradicional na Astronomia profissional.
CEAAL
Sigla do Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas,
associação de Astrônomos amadores do Estado
de Alagoas.
Cebalrai (Beta Ophiuchi)
Cão do Pastor, vocábulo oriundo da expressão árabe
Kalb al Rai. Existem as formas Celbalrai e Chaleb.
Ceres
Com diâmetro de 913 km, Ceres, o maior asteróide conhecido, possui um
terço da massa de todos os asteróides. Localizado a 257.120.000 milhas
do Sol, sua órbita é de 1.682 dias. Ceres, cuja magnitude é 6,9 e não
consegue ser visto a olho nu. Ele foi o primeiro asteróide a ser
descoberto.
Cernan, Eugen Andrew (1934)
Além de ter sido o comandante da Apolo 17, última missão Apolo à lua,
detém, em conjunto com Jack Schmitt, o recorde da maior exploração
lunar: passou 22 horas na superfície da lua durante uma visita de três
dias, em 1972.
Chaleb (Kappa Ophiuchi)
Cão do Pastor. Veja Cebalrai.
Chandrasekhar, Subrahmanyan
(1910-1995)
Uma
das personalidades mais importantes no campo da física estelar.
É lembrado também pela sua grande contribuição ao ensino da Astronomia.
Foi diretor do Astrophysical Journal durante 20 anos. Recebeu o
prêmio Nobel de Física em 1983.
Chandrasekhar descobriu que as estrelas que chegam ao fim de sua
existência com massa superior a 1,44 vezes a do Sol, conhecido como o
limite de Chandrasekhar, não conseguem suportar seu peso como anãs
brancas transformando-se então em estrelas de nêutrons.
Chara (Beta Canum Venaticorum)
Deleite, denominação de origem grega.
Chort (Theta Leonis)
Quadril, nome de origem árabe.
chuva de meteoros
Fenômeno atmosférico produzido por um conjunto de
meteoros que parecem surgir de uma mesma
região do céu (neste caso chamada de radiante). Muitas vezes uma chuva
de meteoros ocorre quando a Terra intercepta a órbita de um cometa. Neste
caso, os meteoros são pedaços desprendidos dos cometas,
e as datas em que estas chuvas de meteoros ocorrem tornam-se previsíveis.
Em uma chuva de meteoros, é medida a taxa horária de meteoros, que é o
número de meteoros por hora. Geralmente uma chuva dura mais de um dia.
Nas efemérides, normalmente se registra
apenas o dia do máximo (o dia em que ocorrem mais meteoros).
ciclo solar
A variação
quase periódica de aproximadamente 11 anos na freqüência ou número de
eventos solares ativos.
cintilador
Instrumento de análise de fotografias astronômicas,
que utiliza cintilação alternada de duas lâmpadas sobre duas fotografias
na mesma região celeste, tomadas em épocas diferentes, e permite assim,
identificar qualquer mutação ocorrida em um astro.
cinturão de asteróides
Região do espaço entre as órbitas dos planetas
Marte e Júpiter
(entre 1,5 A a 5,2 A) onde a maior parte dos
asteróides conhecidos estão localizados.
cinturão de Kuiper
Região do espaço que inicia nas proximidades da órbita
do planeta Netuno (a cerca de 40
A) e se estende até cerca de 100 A, onde devem
existir um grande número de asteróides,
embora até hoje não tenham sido identificados mais que dezenas de asteróides
nesta região, por causa da grande distância entre eles e a Terra e também
por causa do pequeno tamanho dos asteróides.
círculo
de declinação ou horário
Círculo máximo da esfera celeste,
perpendicular ao equador.
círculo de latitude
- 1. No sistema de coordenadas eclípticas, círculo menor da esfera
celeste, paralelo à eclíptica.
- 2. No sistema de coordenadas geográficas, círculo menor da esfera
terrestre, paralelo ao equador.
círculo de longitude
- 1. No sistema de coordenadas eclípticas, semicírculo máximo que
passa pelos pólos da eclíptica e pelo zênite do observador.
- 2. No sistema de coordenadas geográficas, semicírculo máximo da
esfera terrestre que passa pelos pólos e pelo observador.
círculo fundamental
Círculo máximo da esfera celeste, de plano perpendicular
à linha dos pólos de um dado sistema de referência.
círculo galáctico
Interseção do plano galáctico com a esfera celeste.
círculo meridiano ou de trânsito
Instrumento astronômico fundamental, que dispõe de
um círculo graduado de alta precisão, situado no plano do meridiano.
circumpolar
Relativo aos astros que, para um dado lugar na superfície
da Terra, ou nunca se põem, ou nunca nascem.
circunterrestre
Diz-se de astro, nave ou veículo espacial que gira
ao redor da Terra.
Clark, Alvan (1804-1887)
Fabricou lunetas de refração tão grandes que quebrou cinco vezes o
recorde mundial. Uma destas lunetas, com refrator de 101 cm (40
polegadas) é até hoje a maior do mundo. Seu filho George descobriu a
estrela Canícula (Sirius B), a anã branca companheira da estrela
Sirius, quando testava uma luneta.
classificação de
Harvard-Draper
Classificação das estrelas baseada no tipo espectral
proposta pelo astrônomo norte-americano Henry Draper, que trabalhava no
Observatório de Harvard. Também é chamada apenas de classificação de
Harvard. As principais classes espectrais são designadas pelas letras
O, B, A, F, G, K e M, cada uma subdividida em dez grupos decimais, representados
pelos algarismos 0 a 9 (por exemplo, B0, A1, G3, F10). Quando se usa o
número 10, ele corresponde ao primeiro subtipo da letra seguinte (por
exemplo, B10 corresponde a A0):
|
Tipo
espectral
|
Descrição
|
Temperatura
da superfície
|
|
O
|
Estrelas azuis
|
30.000
K
|
|
B
|
Estrelas branco
azuladas
|
21.000
K
|
|
A
|
Estrelas brancas
|
10.000
K
|
|
F
|
Estrelas amarelas
|
7.200
K
|
|
G
|
Estrelas amarelas
|
6.000
K
|
|
K
|
Estrelas vermelhas
|
4.700
K
|
|
M
|
Estrelas vermelhas
|
3.000
K
|
Existem outros tipos espectrais menos freqüentemente,
representados pelas letras W (estrelas do tipo novas), R e N (estrelas
de ambos tipos espectrais são chamadas de estrelas carbonadas, porque
possuem Carbono e Cianogênio), C (para representar em conjunto os tipos
espectrais R e N) e S (estrelas com grande abundância de Zircônio). Algumas
notações especiais especiais (acrescentadas como sufixo) acrescentam informações
sobre o espectro, representadas pelas letras minúsculas:
|
Letra
|
Informação
|
| e |
Existência
de raias de emissões
|
| k |
Presença de
raias interestelares
|
| m |
Presença de
raias metálicas
|
| p |
Espectro peculiar
|
| s |
Raias nítidas
|
| n |
Raias nebulosas
|
À vezes acrescenta-se mais uma letra, relativa à classe
de luminosidade:
|
Letra
|
Classe
de luminosidade
|
| d |
Anã (do inglês,
dwarf)
|
| g |
Gigante
|
| c |
Supergigante
|
Por exemplo, o Sol é uma estrela G6, portanto, sua
temperatura superficial é de cerca de 6 mil
kelvin e sua cor é amarela.
CNES
(Centre National d'Études Spatiales)
Centro
Nacional de Estudos Espaciais da França. Foi
criada em dezembro de 1961 com o objetivo de desenvolver as atividades
espaciais.
colapso gravitacional
Evolução cataclísmica de um astro, após esgotamento
das suas reservas centrais de combustível nuclear, quando então ocorre
uma queda de temperatura. A pressão de radiação que até então contrabalançava
normalmente a gravidade produz um desequilíbrio no qual a matéria começa
a se condensar em virtude do efeito gravitacional predominante. O colapso
gravitacional pode parar no estágio de anã
branca ou, se a massa inicial é muito grande, no estágio de
estrela nêutron. Para valores
ainda maiores de massa primordial, o colapso pode conduzir o astro até
ao seu desaparecimento atrás do horizonte dos fenômenos do espaço-tempo,
o que vai dar origem a um buraco negro.
Collins, Michael (1930)
Piloto do módulo de comando da Apolo 11 em julho de 1969; ele
permaneceu na nave Columbia enquanto Neil Armstrong e Edwin Aldrin
aterrissavam na Lua.
coluro
Uma das duas interseções do equador com a eclíptica.
coluro equinocial
Círculo horário que passa pelo ponto vernal.
coluro solsticial
Cada um dos meridianos que passam pelos pontos solsticiais.
coma
-
Imperfeição num telescópio que distorce as estrelas mais distantes
dando-lhes a aparência de um cometa ou de um objeto em forma de
pêra.
-
Parte de um cometa, com o aspecto de um envoltório
gasoso, que rodeia o núcleo do astro; cabeleira.
cometa
Astro
de luminosidade fraca, formado por um grupo de pequenas partículas sólidas,
com envoltório gasoso, e que gira em torno do Sol em órbitas elípticas
muito alongadas, algumas das quais praticamente parabólicas, e nalguns
casos aparentemente hiperbólicas. Na proximidade do Sol, por efeito da
pressão de radiação, forma-se em grande número de cometas uma longa cauda,
que se estende a milhões de quilômetros. Os cometas levam o nome de seus
descobridores.
cometa de curto período
Cometa elíptico, cujo período é inferior a 10 anos.
cometa de eclipse
O que é descoberto por ocasião de um eclipse total
do Sol.
Cometa de Halley
O cometa periódico mais conhecido, visível a cada 76
anos, e cuja última aparição ocorreu em 1986.
cometa de longo período
Aquele cuja órbita é praticamente uma parábola.
cometa de período intermediário
Aquele cujo período é compreendido entre 10 e 100 anos,
e cuja órbita é uma elipse alongada.
cometa elíptico
Aquele cuja órbita é elíptica. O cometa de curto período
e o cometa de período intermediário são elípticos.
cometa hiperbólico
Aquele que tem a peculiaridade de o cálculo da sua
órbita conduzir a uma hipérbole, o que indica a possibilidade de não ser
ele um membro próprio do sistema solar.
cometa não-periódico ou cometa parabólico
Veja cometa de longo período.
cometa periódico
Aquele cujo retorno é previsível e pode ser observado.
São periódicos o cometa de curto período e o cometa de período intermediário.
cometa telescópico
O que só é visível através de um telescópio.
cometografia
Ramo da astronomia que estuda os cometas.
comprimento de onda
Distância entre os picos das ondas eletromagnéticas. Freqüentemente
medido em angstrons, o comprimento de onda é igual à velocidade da
onda dividida por sua freqüência.
condrita
Meteoritos rochosos que carregam consigo pequenos pedaços de pedra,
chamados côndrulos. Quarenta e oito por cento de todos os meteoritos
são condritas.
conjunção
Configuração apresentada por dois astros no instante
em que as suas longitudes geocêntricas (ascenções
retas) atingem um mesmo valor.
conjunção inferior
Conjunção de um planeta com o Sol, quando o planeta
está entre a Terra e o Sol, portanto só ocorre com Mercúrio e Vênus.
conjunção superior
Conjunção de um planeta, nave ou sonda espacial com
o Sol, quando o Sol está entre a Terra e o planeta, a nave ou a sonda
espacial.
Conrad, Charles (1930)
Astronauta americano que comandou a segunda Missão Apolo que
aterrissou na Lua e a primeira tripulação do Skylab.
constante
cosmológica
A constante
cosmológica, representada pela letra grega maiúscula
Λ, foi um termo constante
que Einstein adicionou à sua equação da
teoria da relatividade geral por acreditar, erroneamente, que o Universo
estava em um estado estacionário.
constante de Hubble
Ho
Formulada por E. P. Hubble em 1925, a chamada
"constante" de Hubble, Ho,
determina a relação entre a distância de uma
galáxia e sua velocidade de recessão devido à expansão do Universo. Em
outras palavras ela faz uma relação de quanto
uma galáxia está longe de nós e
a velocidade que ela está se afastando por causa
da expansão do Universo. É um número que mostra
a taxa na qual o Universo está se expandindo. O valor de
Ho
é 70 km/seg/Mpc ± 7 km/seg/Mpc. A "constante" de Hubble pode ser usada
para estimar o tamanho e a idade do Universo, o chamado tempo de Hubble.
Recentes avanços na Cosmologia mostraram que,
uma vez que o Universo é autogravitante, na verdade Ho não
é verdadeiramente constante.
constante gravitacional
(ou constante da gravitação
universal)
A constante
gravitacional, representada pela letra "G", é a constante de proporcionalidade
que aparece na equação que descreve a atração gravitacional entre objetos,
a Lei de Newton da Gravitação Universal
formulada por ele em 1666.
Seu valor é
G = 6,6726 x 10-11
m3/seg2.kg = 6,6726 x 10-11 N.m2/kg2,
onde N significa Newtons, que equivale a kg.m/seg2.
constante solar
Quantidade de calor que incide sobre uma superfície teórica
perpendicular aos raios solares e fora da atmosfera terrestre. O
astrofísico americano Charles Greeley Abbot (1872-1973) foi a primeira
pessoa a calcular a constante solar. Quando a Terra está a uma
distância média do Sol, o valor aceito é de 2 calorias por minuto por
centímetro quadrado, o que equivale a 1,3 quilowatt por metro
quadrado. A constante solar apresenta uma variação de 1 a 2% devido à
atividade solar variável.
constelação
- 1. Região do Céu ocupada por uma configuração idealizada de um
conjunto de estrelas batizadas com um nome tradicional. O termo constelação
como grupo de estrelas ainda hoje existe na linguagem vulgar, mas
para o astrônomo deixou de ser o coletivo de estrelas para designar
uma região da esfera celeste. Essa nova definição começou a ser usado
em 1925, quando a União Astronômica Internacional (veja
IAU) regulamentou as denominações (latinas)
e as suas abreviaturas, assim como os limites das 88 constelações.
- 2. Grupo de estrelas.
constelação zodiacal
Uma das treze constelações atravessadas pela eclíptica
e ao longo das quais o Sol e os planetas parecem se deslocar anualmente.
As constelações zodiacais são: Aries (Carneiro), Taurus (Touro), Gemini
(Gêmeos), Cancer (Caranguejo), Leo (Leão), Virgo (Virgem), Libra (Balança)
Scorpius (Escorpião), Sagittarius (Sagitário), Capricornus (Capricórnio),
Aquarius (Aquário), Pisces (Peixes) e Ophiuchus (Ofiúco). O termo zodíaco
vem do grego e quer dizer "caminho dos animais", porque a maioria das
constelações zodiacais são animais.
convecção
Movimento que produz o calor na matéria fluida.
coordenadas areográficas
Coordenadas esféricas de um ponto da superfície do
planeta Marte, em relação ao seu disco aparente.
coordenadas geocêntricas
Coordenadas esféricas de um ponto da esfera celeste,
referidas ao centro da Terra.
coordenadas heliográficas
Coordenadas esféricas de um astro ou de um ponto na
superfície do Sol, em relação ao seu disco aparente.
coordenadas planetográficas
Coordenadas esféricas de um ponto da superfície de
um planeta em relação ao seu disco aparente.
coordenadas selenográficas
Coordenadas esféricas de um ponto da superfície lunar
em relação ao disco aparente da Lua.
coordenada tangencial
Coordenada da projeção cônica de um astro sobre o plano
tangente à esfera celeste.
coordenadas topocêntricas
Coordenadas esféricas de um ponto da esfera celeste,
referidas ao local da observação.
Copérnico (1473-1543)
Nicolaus Copernicus
- Astrônomo polonês, autor da teoria heliocêntrica segundo a qual a Terra
e os outros planetas gravitam em torno do Sol.
Apesar dos antigos filósofos Ecphantus, Heraclides, Hicetas e
Philolaus acreditarem que o universo era heliocêntrico, a visão
predominante na época de Copérnico era a do universo geocêntrico. Em
1543, Copérnico publicou suas idéias sobre o universo heliocêntrico em
seu livro De Revolutionibus Orbium Coelestium (Sobre as Revoluções das
Esferas Celestiais). Ele acreditava que a Terra e outros planetas
descreviam órbitas circulares em volta do Sol.
Cor Caroli (Alpha Canum Venaticorum)
Coração de Carlos, expressão latina em homenagem a
Carlos II, rei da Inglaterra, proposta por Flamsteed para substituir a
constelação dos Cães de Caça. Tal designação não permaneceu para a constelação
mas para a estrela.
Cordélia
Satélite
de Urano descoberto em 1986 pela sonda espacial
Voyager 2.
coroa solar
Camada exterior da atmosfera do
Sol, que se sobrepõe a cromosfera. Estende-se em todas as direções e atinge
distâncias maiores que o diâmetro solar. Visível por ocasião dos eclipses
- ou por meio do coronógrafo - apresenta uma temperatura não uniforme
e superior a da superfície do Sol, devido ao transporte magnético da energia
do núcleo.
coronógrafo
Aparelho introduzido na Astronomia
em 1931 a fim de criar, artificialmente, um eclipse total do Sol, e assim
permitir o estudo permanente da coroa solar, que de outro modo só seria
visível por ocasião desse fenômeno.
corpo perturbador
Astro cuja atração modifica a órbita de outro em torno
de um terceiro.
corpo pré-estelar
Massa de matéria de grande volume e pequena densidade,
a qual, segundo as hipóteses cosmogônicas, se transformará numa estrela
pelo efeito de contração e ativação de reações nucleares.
cosmografia
Veja astronomia
descritiva.
cosmologia
Do grego kosmos, universo
e logos, discurso. Tratado das leis gerais ou princípios que regem
o mundo físico e que estuda a constituição e estrutura da matéria do universo,
sua evolução e propriedades.
cosmologia Alfvén-Klein
Modelo cosmológico em que o Universo inicial é descrito
como gigantesca nuvem esférica colapsante de matéria e antimatéria. Quando
a densidade crítica é alcançada, a matéria e a antimatéria começam a se
aniquilar, e a resultante liberação de radiação e energia provoca o Universo
em expansão. Dentro do atual conhecimento observacional do Universo, em
especial considerando a pequena quantidade de radiação gama registrada,
é muito difícil aceitar esse modelo como o mais provável.
cosmologia newtoniana
Modelo cosmológico muito simples, que inclui modelos
comuns de big-bang, que podem derivar da teoria clássica da gravitação
de Newton.
cosmologia relativista
Cosmologia desenvolvida com base na teoria geral da
relatividade de Einstein.
cosmonomia
Parte da astronomia que se relaciona com as leis cósmicas.
cosmos
Do grego
kosmos, universo. Significa o universo concebido como sistema ordenado
e harmônico.
cratera
Do grego krater, vaso em
forma de taça. Formação típica do solo lunar, abundante também em outros
planetas e satélites de composição rochosa, devendo-se tanto a vulcanismo
quanto a impactos de meteoritos.
cratera de impacto
O buraco que fica na superfície de um astro, por exemplo
um planeta ou um satélite, devido a colisão de um
meteorito.
Cressida
Satélite de Urano descoberto
em 1986 pela sonda espacial Voyager 2.
cromosfera
Nível inferior da atmosfera solar entre a fotosfera
e a coroa. É
visível durante os eclipses solares totais. Tão pálida que é ofuscada
pelas demais, a cromosfera é composta por uma camada de gás, de
aproximadamente 16.000 km de espessura, cuja temperatura oscila entre
5.000º K a mais de 10.000º K. Sendo a cromosfera tão fina, quando
comparada às outras camadas do Sol, parece que ela não gera muita luz.
A cromosfera expele jatos de gás quente chamados espículas, que podem
atingir 16.000 km de altura. Graças a essas espículas, a cromosfera
consegue enviar material para a coroa solar.
Cujam (Omega Herculis)
Caia, palavra latina empregada por Horácio para o clube
de Hércules. A forma Cujam provém de Caiam, acusativo de Caia. O clube
de Hércules foi uma constelação proposta por Plínio.
culminação
-
Ponto mais alto alcançado por uma estrela. A culminação de um objeto
celeste acontece quando ele cruza o meridiano.
-
Focar as partes de um telescópio para obter uma imagem clara.
cúmulo
Ver aglomerado.
cúmulo galáctico
Ver aglomerado
galáctico.
cúmulo globular
Ver aglomerado
globular.
Cursa (Beta Eridani)
Cadeira, vocábulo oriundo da expressão árabe Al Kursiyy
al Jauzah, que significa supedâneo ou escabelo.
curvatura do espaço
Ondulação no espaço provocada pela força gravitacional de um corpo
celeste. Antigamente os cientistas avaliavam o espaço utilizando a
teoria da geometria Euclidiana, onde a menor distância entre dois
pontos é uma linha reta. Contudo, a superfície da Terra não é assim,
como também não é o espaço. De acordo com a teoria da relatividade de
Einstein, o espaço pode ser tão alterado por corpos de grande massa
que não pode ser avaliado pela teoria Euclidiana. Se o espaço fosse um
grande trampolim, as massas, tais como a da Terra, do Sol e dos
buracos negros , seriam as bolas de basquete. Se fossem colocadas no
trampolim, elas formariam uma depressão em forma de curva e a menor
distância entre dois pontos na curva seria uma curva e não uma linha
reta. Conseqüentemente, embora o espaço não seja tão simples quanto
uma estrutura Euclidiana, sua real natureza é ainda desconhecida.