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DICIONÁRIO DE ASTRONOMIA

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a

Designação da primeira estrela de uma constelação.

a

1. Nova sigla de unidade astronômica.
2. Terceiro tipo espectral das estrelas segundo a classificação de Harvard. Estrelas brancas, com temperatura superficial média de 10.000 K.

aberração

1. Deslocamento aparente de um astro na direção em que se move a Terra, provocado pela composição das velocidades da luz e do nosso planeta. A aberração faz com que um astro pareça estar em uma direção diferente da real.
2. Defeito da imagem formada por um sistema óptico. As aberrações podem ser causadas pela não convergência dos raios luminosos (aberração esférica, astigmatismo, coma), pela deformação geométrica da imagem (curvatura de campo, distorção) e pela dispersão produzida pelo vidro das lentes (aberração cromática).

aberração ânua

Aberração da luz, produzida pelo movimento de revolução da Terra em torno do Sol.

aberração cromática

Aberração decorrente das diferenças de comprimento de onda de uma radiação policromática.

aberração da luz

Veja aberração.

aberração das fixas

Veja aberração ânua.

aberração de esfericidade

Veja Aberração esférica.

aberração diurna

Aberração da luz, produzida pelo movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo.

aberração esférica

Aberração monocromática em que um feixe de raios paralelos não converge para um mesmo ponto.

aberração geométrica

Veja Aberração monocromática.

aberração monocromática

Aberração de um sistema óptico, determinada fundamentalmente pela forma geométrica dos meios refratores que o constituem.

aberração planetária

Ângulo entre a direção aparente de um astro do sistema solar e a direção da reta que liga o observador à posição real do astro em um instante dado.

aberração secular

Aberração da luz, produzida pelo movimento de conjunto do sistema solar em direção ao ápex.

abertura

Diâmetro das lentes ou dos espelhos dos telescópios. A abertura é característica principal de um telescópio astronômico, determinando quanta luz um telescópio pode reunir.

ablação

Nome que se dá ao fenômeno de incandescência e som gerado pela entrada de um fragmento de cometa na atmosfera terrestre.

absorção intersideral

Absorção por minúsculas partículas de poeira. Estas partículas de poeira, com tamanho aproximado de 0,00001 cm, estão espalhadas por todo o espaço, mas concentram-se principalmente nas espirais da Galáxia. Como estas partículas absorvem mais luz vermelha do que azul, a quantidade de luz vermelha num corpo celeste visto da Terra pode ser utilizada para calcular sua distância. Quanto mais distante estiver a fonte de luz, mais luz avermelhada aparecerá. Este fenômeno é conhecido como avermelhamento intersideral.

Acamar (Theta Eridani)

O Branco, nome de origem árabe. Tal nome foi utilizado pela primeira vez nas Tábuas Afonsinas.

Achernar (Alpha Eridani)

Última do Rio, nome árabe da estrela que determina, na constelação Erídano, a foz do rio Eridanus.

acompanhamento

Movimento, paralelo ao equador celeste, realizado por um instrumento astronômico a velocidade constante, e que permite acompanhar o movimento diurno dos astros.

Acrab (Beta Scorpii)

O Escorpião, nome árabe que deu origem à constelação do Escorpião.

acreção

Acúmulo de poeira e gás em grandes corpos estelares, tais como estrelas, planetas e luas.

Acrux (Alpha Crucis)

Vocábulo formado pela associação da letra A ao nome da constelação em latim.

Acubens (Alpha Cancri)

As Garras, nome árabe para designar as garras do Caranguejo.

Adams, John Couch  (1819-1892)

Astrônomo e matemático inglês, foi a primeira pessoa a prever a posição de uma massa planetária para além da órbita de Urano. Após Galle confirmar a existência de Netuno com base em cálculos independentes feitos por Le Verrier, os dois envolveram-se numa disputa pela prioridade de tal previsão.

Adhafera (Zeta Leonis)

A Juba, nome árabe que designa a juba do Leão.

Adhara (Epsilon Canis Majoris)

As Virgens, denominação árabe utilizada, originalmente, para definir o grupo de estrelas Omicron, Delta, Epsilon e Eta do Cão Maior.

Adrastéia

AdrastéiaAdrastéia (JXV) é um dos menores satélite de Júpiter. Ele foi descoberto em 1979 por D. Jewitt e E. Danielson a partir de dados da Voyager 2. Adrastéia é o segundo satélite mais próximo de Júpiter.

Agena (Beta Centauri)

O Joelho, provém da corruptela Algenu, transcrição árabe do latim para indicar a estrela situada no joelho esquerdo do Centauro.

aglomerado aberto

aglomerado aberto NGC 2264Aglomerado assimétrico e cuja quantidade de estrelas varia de poucas até alguns milhares numa região localizada, geralmente, a muitos anos-luz de distância. Os aglomerados abertos são formados por estrelas jovens, quentes, de brilho intenso, que se deslocam separadamente. Elas estão situadas no disco da galáxia (por isto algumas vezes são chamados de aglomerados galácticos) que se situa nos braços espirais. Exemplos de aglomerados abertos: as Plêiades (M45), a Colmeia (M44) e a Caixa de Joias. Veja Aglomerado galáctico.

aglomerado de galáxias

Aglomerado de GaláxiasGrupo de galáxias que é unido pela gravidade. A maior parte das galáxias encontra-se em aglomerados. Os aglomerados de galáxias podem ser compactos, com largura aproximada de 50.000 anos-luz, contendo de 10 a 50 galáxias de tipos diferentes. O Grupo Local, a qual pertence nossa galáxia, é um exemplo destes aglomerados. Outros aglomerados são do tipo difuso, com largura entre 10 e 50 milhões de anos-luz, contendo por volta de 1.000 galáxias de vários tipos.

aglomerado estelar

Aglomerado de estrelas. Os tipos são: aglomerado galáctico (ou aglomerado aberto) e aglomerado globular.

aglomerado galáctico

Aglomerado assimétrico e com poucas estrelas, próximo ao plano galáctico. São exemplos típicos as Plêiades.

aglomerado globular

aglomerado globularAglomerado muito denso e rico em estrelas antigas, com forma esférica. Localizam-se longe do plano galáctico e, às vezes, no espaço intergaláctico. Com um tamanho aproximado de 100 anos-luz, eles envolvem o núcleo galáctico. Eles se formaram a quase 13 bilhões de anos. Estes aglomerados contém anãs vermelhas, que possuem poucos elementos pesados, pois foram formadas antes dos elementos serem gerados nas explosões das supernovas. Poucos aglomerados globulares brilhantes, como Omega de Centauro e M13, aparecem como formas estranhas a olho nu. Se vivêssemos num planeta situado num aglomerado globular não existiria noite. As estrelas nestes aglomerados são tantas que seu brilho equivale ao de 20 luas cheias.

Ain (Epsilon Tauri)

O Olho, nome árabe que indica a posição desta estrela na constelação do Touro.

Aladfar (Xi Lirae)

Nome árabe que designa o toque do dedo na harpa.

Alasco (Eta Ursae Minoris).

Alazal (Pi Bootis).

Al Baldah (Pi Sagittarii)

O Povoado, nome de origem árabe.

Albali (Epsilon Aquarii)

O Sorvedouro, designação de origem árabe da estrela situada no sorvedouro do aguadeiro.

albedo

Razão entre o fluxo luminoso refletido por um corpo e o fluxo luminoso que ele recebe. Um espelho perfeito reflete toda a luz que recebe, então o seu albedo é 1. Um absorvente perfeito impede que qualquer luz escape, então o seu albedo é 0. A Terra reflete cerca de 40% da luz que recebe do Sol, então o seu albedo é 0,4.

Albireo (Beta Cygni)

O Bico, em virtude de a estrela ocupar esta posição na imagem representativa do Cisne.

Alchiba (Alpha Corvi)

A Tenda, nome de origem árabe.

Alcor (Zeta Ursae Majoris)

A Fraca, designação árabe que indica ser o brilho desta estrela inferior ao de Mizar com que forma um par visível a olho nu.

Alcyone (Eta Tauri)

Alcione, nome de origem grega de uma das sete filhas de Atlas que formam o aglomerado das Plêiades.

Aldebaran (Alpha Tauri)

Aquele que vem antes da Estrela da Água, isto é, das Plêiades.

Alderamin (Alpha Cephei)

O Braço Direito, nome de origem árabe que indica a posição que ocupa esta estrela na figura representativa de Cefeu.

Aldhanab (Beta Gruis)

A Cauda, nome de origem árabe que designa a cauda do peixe, pois os árabes, dentre eles Al Sufi, colocavam o Peixe Austral na atual constelação do Grou.

Aldhibain (Eta Draconis)

As Duas Hienas, expressão empregada pelos árabes para designar Xi e Eta.

Aldrin, Edwin Eugene (1930)

Copiloto da primeira missão de aterrissagem lunar, em 20 de julho de 1969. Como assistente de Neil Armstrong, tornou-se o segundo ser humano a pisar na superfície da Lua, no passeio de duas horas e meia na superfície lunar, durante a missão Apolo 11.

alfa do Centauro

Sistema sideral mais próximo ao Sol. Situada a apenas 4,3 anos-luz, Alfa do Centauro é um sistema sideral triplo composto por uma anã vermelha e duas estrelas muito semelhantes ao Sol. As três estrelas de Alfa do Centauro, em conjunto, apresentam magnitude aparente de -0,27.

Alfirk (Beta Cephei)

O Rebanho, nome árabe do grupo estelar formado pela atual constelação de Cefeu.

Algenib (Gamma Pegasi)

A Asa do Cavalo, nome árabe da constelação de Pégaso.

Algenubi (Epsilon Leonis)

A Sulista, a estrela sul na cabeça do Leão, como a designavam os árabes.

Alga (Theta Serpentis)

Veja Alya.

Algieba (Gamma Leonis)

A Testa do Leão, nome de origem árabe; apesar desta designação a estrela se situa no ombro do Leão.

Algeiba

Veja Algieba.

Alginal (Beta Corvi).

Algjebbah (Eta Orionis)

A Espada do Gigante, nome árabe.

Algol (Beta Persei)

A Cabeça do Vampiro, nome oriundo da simplificação da expressão árabe ras-al-ghoul. Também chamada de a Estrela do Demônio, Algol representa a cabeça decapitada de Medusa, que foi morta por Perseu. Algol foi classificada como uma estrela binária eclipsante pelo astrônomo inglês John Goodricke, em 1782. Mais tarde os astrônomos descobriram que, na verdade, Algol é um sistema sideral triplo.

Algorab (Delta Corvi)

O Corvo, designação árabe deste asterismo.

Alhena (Gamma Geminorum)

A Marca de Ferro, denominação árabe formada, na realidade, pelas estrelas Gama e Xi dos Gêmeos, indica o estigma feito no pescoço dos camelos.

Alifa (Zeta Ursae Minoris)

Os Dois Bezerros, designação proveniente da expressão árabe, Alifa al Farkadain.

Alioth (Epsilon Ursae Majoris)

A Cauda, nome árabe para designar a cauda da Ursa Maior.

Alkaffaljidhima

Veja Kaffaljidhma.

Alkaid (Eta Ursae Majoris)

O Condutor, nome que os antigos árabes davam ao chefe das carpideiras que choravam o morto do esquife, que era para eles o Carro da Ursa Maior.

Alkalurops (Mu Bootis).

Alkes (Alpha Crateris)

A Taça, nome de origem árabe.

Almagesto

Nome de origem árabe de um dos mais antigos catálogos estelares, compilado por Ptolomeu.

Almak (Gamma Andromedae)

A Cabrinha, nome árabe do qual existem as variantes Almaach e Almach.

Alnahar (Delta Eridani)

O Rio, nome de origem árabe.

Al Nair (Alpha Gruis)

A Brilhante, denominação árabe da estrela mais brilhante do Grou, usada às vezes para Zeta Centauri.

Al Nash (Gamma Sagittarii)

A Ponta, vocábulo que designa a ponta da flecha.

Alnilam (Epsilon Orionis)

A Pérola, nome árabe para designar a mais bela das três estrelas que formam o cinto do Caçador, Orion (variante: Alnitham).

Alnitak (Zeta Orionis)

O Cinto, vocábulo árabe que designa a cintura do gigante Orion.

Al Niyat (Tau Scorpii)

A Aorta, denominação árabe que designa o coração do Escorpião, usada também para Alpha e Sigma Scorpii.

alongamento

  1. Ângulo, visto da Terra, formado pelo Sol e um planeta (ou a Lua).

  2. Ângulo formado entre um planeta inferior e o horizonte ao amanhecer e ao anoitecer.

Alphard (Alpha Hydrae)

A Solitária, nome árabe que indica a estrela Alpha Hydrae, que está isolada das demais estrelas da constelação.

Alpheca (Alpha Coronae Borealis)

A Mais Bela da Coroa, nome de origem árabe para designar a estrela mais bela desta constelação. Empregam-se também os nomes Gemma, Margarita e Pérola. Estes dois últimos, tradução de denominações provenientes do chinês.

Alpheratz (Alpha Andromedae)

O Cavalo, nome árabe da constelação de Andrômeda que passou a designar a estrela mais brilhante desta constelação.

Alrai (Gamma Cephei)

O Pastor, nome de origem árabe.

Al Rischa (Alpha Piscium)

A Medula Espinhal, nome de origem árabe.

Alsafi (Sigma Draconis)

Tripé, vocábulo árabe empregado pelos nômades para designar o tripé das suas cozinhas ao ar livre.

Alshain (Beta Aquilae)

A Águia, alguns autores afirmam que este nome designava o travessão da balança.

Altair (Alpha Aquilae)

O Pássaro Que Voa, nome árabe da antiga constelação formada pelas estrelas Alfa, Beta e Gama da Águia.

Al Tais (Epsilon Draconis)

A Cabra, designação de origem árabe.

Al Tarf (Beta Cancri)

O Fim, designação árabe para indicar a extremidade do pé mais ao sul.

altazimute

Montagem que permite movimentar um telescópio para cima e para baixo (altitude) e para a esquerda e direita (azimute). Este tipo de montagem é muito utilizada nos telescópios caseiros do tipo Dobsonianos.

Alterf (Lambda Leonis)

Extremidade, nome árabe do sétimo manzil.

Altalimain

Veja Althalimain.

Althalimain (Lambda Aquilae)

Dois Avestruzes, designação empregada para as estrelas Iota e Lambda da Águia.

altitude

Em Astronomia, o ângulo de elevação de uma estrela, medido a partir do horizonte.

Alubra (Eta Canis Majoris)

Pata, tal denominação de origem árabe representa a pata dianteira esquerda do Cão Maior.

Aludra (Eta Canis Majoris)

As Virgens, nome que, segundo a uranografia árabe, designa o asterismo formado por quatro estrelas.

Alula Australis (Xi Ursae Majoris)

A Primeira do Sul, tal nome provém da expressão árabe AI Kafzah al Ula, que significa o Primeiro Salto. Como esta se encontra mais ao sul, o uso fez com que fosse denominada a Primeira ao Sul em relação a Alula Borealis.

Alula Borealis (Nu Ursae Majoris)

A Primeira do Norte. Veja a explicação em Alula Australis.

Alya (Theta Serpentis)

A Lúcida, denominação árabe do Catálogo de Palermo, às vezes erroneamente escrita sob a forma Alga.

Amaltéia

AmaltéiaTambém chamado de JV, este é o 3o satélite mais próximo de Júpiter e o maior entre os seus pequenos satélites. Amaltéia foi descoberto em 1892 por Edward Emerson Barnard. É um satélite pequeno, com um diâmetro de 189 km. Amaltéia é o satélite com a maior velocidade entre todos os conhecidos. Ele está em órbita a uma distância média de 181.300 km de Júpiter e leva aproximadamente 12 horas para realizar sua órbita em torno deste planeta. Como a maioria dos satélites de Júpiter ele está em órbita síncrona com o planeta.

amplitude no ocaso

Azimute de um astro no seu ocaso.

amplitude ortiva

Amplitude de um astro no seu nascer.

amplitude térmica

Diferença entre os valores das temperaturas máxima e mínima registradas num mesmo lugar, durante um período determinado.

anã branca

Estrela densa, quente e de baixa luminosidade depois de ter gasto todo o seu suprimento de combustível nuclear e que se encontra no seu estágio final de evolução. Seu diâmetro equivale a 1/100 do raio do Sol. A densidade das anãs brancas é 1.000.000 de vezes superior à da água. Embora geralmente sejam brancas, estas estrelas podem ser de qualquer cor, sendo que esta depende da temperatura de sua superfície. A anã branca mais famosa é Sirius B, companheira da estrela Sirius.

anã marrom

É um objeto pequeno e opaco, com uma massa entre 0,013 e 0,080 massas solares (o que equivale de 13 a 80 massas de Júpiter). Isto significa que sua massa não é suficiente para iniciar o processo de reação nuclear que transforma hidrogênio em hélio, no entanto, ele é suficientemente grande para realizar a fusão do deutério. As anãs marrom são maiores do que os planetas mas menores do que as estrelas.

anã negra

Anã branca em elevado grau de degeneração, perdendo todo o brilho e tornando-se ainda mais densa. Inacessível à observação comum. Acredita-se que nossa galáxia ainda seja muito jovem para conter estrelas desse tipo.

anã vermelha

Menor estrela da sequencia principal e provavelmente o tipo mais comum de estrela. Os astrônomos acreditam que 80% de todas as estrelas sejam anãs vermelhas. As anãs vermelhas possuem a superfície fria e, como fundem seu combustível nuclear vagarosamente, elas brilham 50 bilhões de anos. Devido ao seu pequeno tamanho e baixa temperatura (2.000 a 3.000 K), sua luminosidade corresponde a apenas 5% a 0,01% da do Sol. Em consequência os astrônomos só conseguem ver as anãs vermelhas que estão a até 100 anos-luz de distância.

analema

Projeção ortogonal da esfera sobre o coluro dos solstícios.

analemática

Arte de usar o analema para determinar a posição de um astro.

Ananke

Ananke (JXII) é o 13o dos satélites de Júpiter e foi descoberto em 1951 por S. Nicholson. Sabe-se muito pouco sobre Ananke. Ele tem 30 km de diâmetro e está em órbita a 21.200.000 km de Júpiter, realizando seu movimento orbital em 631 dias terrestres. Sua órbita é retrógrada ou seja, está orbitando em um sentido oposto ao sentido de rotação de Júpiter.

Anaxagoas (500-429 a.C.)

Filósofo e astrônomo grego que acreditava que os objetos na Terra e no Céu eram compostos pelas mesmas substâncias. Ele achava que o Sol era uma grande rocha brilhante, como um pedaço de carvão aceso colocado no céu. Ele disse, acertadamente, que a lua refletia a luz do sol explicando, assim, porque a lua escurece durante um eclipse.

Anaximander (610-545 a.C.)

Astrônomo e filósofo grego considerado o pai da astronomia. Ele acreditava, corretamente, que a Terra era um corpo celeste frio e sólido. Infelizmente, difundiu a ideia de que as estrelas estavam presas num globo gigante que girava ao redor da Terra, que também seria fixa. Este pensamento só foi corrigido 2.000 anos depois por Kepler e Galileu.

Ancha (Theta Aquarii)

Quadril, nome árabe que indica a posição da estrela na cintura do Aguadeiro.

Andrômeda, Galáxia de

Objeto celeste mais distante que pode ser visto a olho nu. A Galáxia de Andrômeda, também chamada de M31, é uma galáxia espiral similar à Via Láctea. Ela aparece como um mancha ovalada de luz na constelação de Andrômeda. As observações desta galáxia revelam que ela se situa a aproximadamente 2,1 milhões de anos-luz da Terra e contém 300 bilhões de estrelas. Imagens desta galáxia mostram que nela há faixas claras e escuras, aglomerados e supernovas. A Galáxia de Andrômeda possui diversas galáxias satélites similares às Nuvens de Magalhães. A Galáxia de Andrômeda, a Via Láctea, e outras galáxias menores pertencem a um aglomerado chamado Grupo Local.

anel ou auréola

1. Anel observável, em algumas circunstâncias, em torno da imagem de uma estrela numa fotografia. Trata-se simplesmente de um efeito fotográfico.
2. Matéria que circula ao redor de um corpo celeste, por exemplo, os anéis de Saturno, os anéis de cometas, etc.

anel asteroidal ou asteróidico

Veja anel de asteroides.

anel astronômico

Instrumento astronômico antigo usado para se determinar a altura do Sol.

anel de asteroides

Região do espaço percorrida pela maior parte dos asteroides situados entre as órbitas de Marte e Júpiter.

anel de Bishop

Halo lunar ou solar com características especiais, causado por partículas de poeira vulcânica na alta atmosfera, observável quando o astro está próximo ao horizonte.

anel de Einstein

Anel de luz ao redor de um corpo maciço esférico com intenso campo gravitacional, visível em dadas condições de observação.

anel de fogo

Delgado anel luminoso que se forma ao redor do disco lunar durante um eclipse anular do Sol.

anel de Kuiper

Reservatório de cometas existente no plano da eclíptica, além da região ocupada pelos planetas; cinturão de Kuiper.

anel montanhoso

Arena circular de dimensões inferiores às planícies cercadas por elevações, na superfície da Lua ou de um planeta.

Angetenar (Tau Eridani)

O Meandro do Rio, variação usada nas Tábuas Afonsinas, proveniente da expressão árabe Al Hinayat al Nahr, que Riccioli escreveu como Angentenar e Scaligar, Anchenetenar.

angstrom (Â)

Unidade de comprimento equivalente à centésima milionésima parte do centímetro. O nome angstrom foi da do em homenagem a Anders Jonas Angstrom (1814-1874) que estudou o espectro das ondas de energia (luz visível, raios ultravioletas, etc.) do Sol. Os angstroms são geralmente usados para expressar o comprimento onda da luz, sendo que a luz visível classifica-se entre 4.000 e 7.000 angstroms.

ângulo de Posição

Ângulo formado por duas estrelas binárias em relação ao norte. O ângulo é uma medida em sentido horário da posição das estrelas mais esmaecidas em relação às mais brilhantes, que pode chegar a 360º.

Ankaa (Alpha Phoenicis)

Extremidade, termo árabe.

ano

Tempo que a Terra leva para orbitar o Sol. O ano que nós usamos é o tropical que se baseia no tempo entre dois equinócios de primavera e dura 365,2422 dias. O ano sideral, que é calculado pela posição da Terra em relação a outras estrelas exceto o Sol, é um pouco mais longo devido a precessão e dura 365,3564 dias. O ano anomalístico, que é o período entre um dos periélios da Terra até o próximo,e, que é afetado pela força gravitacional dos outros planetas, dura 365,2596 dias.

ano anomalístico

Período de uma revolução completa da Terra em torno do Sol, referido à passagem pelo periélio, e que equivale a 365 dias, 6 horas, 13 minutos e 53 segundos médios.

ano grande

Período de um ciclo completo dos equinócios em redor da eclíptica, e que é de aproximadamente 25.800 anos.

Unidade de comprimento igual à distância que a luz percorre em um ano, ou seja, 9,46 trilhões de quilômetros (9.460.000.000.000 km, ou 9,46x1012 km).

ano lunar

Período que compreende 12 revoluções lunares.

ano platônico

Veja ano grande.

ano sideral

O tempo necessário para que a Terra complete uma revolução na sua órbita, em relação às estrelas fixas, e que equivale a 365,25636 dias solares médios.

ano solar

Período que compreende um número inteiro de dias e corresponde à revolução da Terra em torno do Sol.

anomalia

1. Ângulo que define a posição de um astro em sua órbita.
2. Qualquer desigualdade periódica no movimento orbital de um planeta.

anomalístico

Referente à evolução de um astro, tendo como origem o periastro.

Antares

Centro de pesquisa no campo das ciências astronômicas, astrofísicas, física solar, atmosféricas e sensoriamento remoto localizado na cidade de Feira de Santana - Bahia. Sua sigla é OAA.

Antares (Alpha Scorpii)

Rival de Marte, nome de origem latina que registra a rivalidade dos dois objetos mais avermelhados do céu.

antena

Dispositivo destinado a captar ou emitir radiações radioelétricas. Ver radiotelescópio, radioastronomia.

anticrepúsculo

Iluminação difusa do lado oposto ao do Sol, antes do nascer e após o ocaso desse astro.

O ponto que está diretamente no lado oposto do planeta.

antinodo

Uma das interseções de órbita de um astro com a reta perpendicular à linha dos nodos, reta que passa pelo foco e está contida no plano da órbita.

Antoniadi, Eugene M. (1870-1944)

Astrônomo francês que produziu ótimos mapas siderais, traçando a localização de Mercúrio e Marte. Antoniadi inventou a escala de Antoniadi, que fornece uma medida da qualidade de observação (chamada visão). O número 1 na escala de Antoniadi significa um céu perfeito enquanto o valor 5 representa exatamente o oposto.

apastron

Ponto na órbita das estrelas duplas onde elas estão mais separadas.

apéx

Designação dada ao ponto do céu para onde se dirige o Sol com seu sistema planetário. Também chamado apéx solar, coincide com o eixo da direção do Sol em movimento helicoidal, rumo a um ponto situado entre as constelações de Hércules e Lira, aproximadamente 38° N de declinação e 18 h de ascensão reta.

ápice solar

Veja apéx

apocatástase

Revolução periódica de um astro.

apofoco

Apside de uma órbita elíptica, na qual o astro secundário se encontra mais afastado do centro de forças.

Apollo

Missões americanas, concluídas em 1972, que levou 12 astronautas americanos na Lua.

Equipamento da Apolo: A nave espacial era composta por três partes: o módulo de comando, o módulo de serviço e o módulo lunar. O módulo de comando, em forma de cone, abrigava os astronautas durante a viagem. Atrás dele localizava-se o módulo de serviço, em forma de cilindro, contendo energia e combustível para alimentar a nave, bem como comida e oxigênio. As câmeras fotográficas e os filmes, que seriam utilizados durante o passeio espacial, também estavam estocados no módulo de serviço. E, finalmente, o módulo lunar que pousaria com os astronautas na Lua e os lançaria de volta na órbita lunar. Todos estes módulos foram levados ao espaço pelo foguete Saturno V, porém só o módulo de comando retornou à Terra.

As Missões: A NASA testou as naves Apolo nas primeiras missões do programa Apolo. Três astronautas (Virgil I. Grissom, Edward H. White e Robert B. Chaffee) morreram durante um teste num trágico incêndio. Esta tragédia atrasou 18 meses o programa Apolo. Depois, a Apolo 7 lançou um módulo de comando e um de serviço na órbita da Terra. Foram efetuados testes que a NASA descreveu como sendo "101 por cento bem sucedidos". Após o triunfo da Apolo 7, a Apolo 8 lançou astronautas na órbita da Lua. Pela primeira vez seres humanos saíram do campo de gravidade da Terra e circundaram um mundo alienígena. As duas missões Apolo que se seguiram testaram o módulo lunar e ensaiaram a aterrissagem na Lua. Em julho de 1969, a Apolo 11 cumpriu o desafio lançado por Kennedy fazendo aterrissar Neil Armstrong e Edwin Aldrin no Mar de Tranquilidade. Os dois astronautas andaram sobre a superfície lunar durante duas horas e meia, recolhendo pedras e fazendo experiências. Depois disto, a Apolo 12 aterrissou próxima à sonda espacial Surveyor 3 que havia chegado à Lua 3 anos antes. Em seguida aconteceu a infeliz viagem da Apolo 13. Quando o módulo de comando da Apolo 13 foi lançado em direção à Lua, um tanque de oxigênio do módulo de serviço explodiu. Durante três dias, os astronautas sobreviveram com um mínimo de energia no módulo lunar. Para alívio do mundo todo, eles conseguiram retornar em segurança à Terra. A Apolo 14 marcou o início de uma tendência de se efetuar pesquisas científicas mais aprofundadas durante as missões lunares. Durante passeios lunares mais demorados, os astronautas provocaram descargas elétricas para testar as características sísmicas da Lua. Também posicionaram refletores a laser na superfície lunar que permitiram, aos cientistas, determinar a distância da lua. A Apolo 15 levou os primeiros jipes lunares. Com este veículo movido à bateria, os astronautas exploraram a superfície lunar a milhas de distância do lugar onde haviam aterrissado. A Apolo 16 foi a única a pousar nas montanhas da Lua. As rochas ali coletadas demonstraram que esta região é muita antiga. A Apolo 17 bateu todos os recordes: os astronautas permaneceram 3 dias na Lua, fizeram uma passeio que durou 22 horas e coletaram mais de 400 kgs de amostras de rochas. O programa Apolo foi cancelado pela NASA após a Apolo 17. Os cortes no orçamento e a falta de competição com a União Soviética provocaram a falta de incentivo para que ele continuasse.

apside

Nome genérico dos pontos de maior afastamento ou de menor afastamento de um corpo que está em órbita de outro. Quando nos referimos ao Sol ou à Terra, existem nomes específicos (apogeu e perigeu para a Terra, e afélio e periélio para o Sol).

apulso

Configuração celeste em que dois astros se encontram a uma distância aparente muito pequena.

arco coronal

Arco solar que se estende até a coroa.

arco crepuscular

Segmento de arco diurno de um astro, que vai da interseção com o horizonte racional até uma distância zenital de 108°.

arco diurno

Arco de paralelo celeste, descrito por um astro, em seu movimento diurno, acima do horizonte.

arco eruptivo

Proeminência solar com a forma de arco.

arco protuberancial

Arco solar que se forma associado a uma protuberância.

Arcturus (Alpha Bootis)

A Guarda da Ursa Maior, nome de origem grega, segundo o qual Arcturus dá guarda à Ursa Maior, que lhe fica acima.

Arecibo, Observatório de

Maior radiotelescópio do mundo, localizado na montanhas de Porto Rico. Construído numa cratera natural em 1963, este radiotelescópio de 305 metros não pode ser movimentado, mas recebe sinais do céu desde 43 graus ao norte até 6 graus ao sul.

argumento da latitude

Ângulo medido sobre a órbita de um astro, na direção de seu movimento, a partir do nodo ascendente. É a soma do argumento do periastro com a anomalia verdadeira.

argumento de periélio

Arco de círculo máximo, da esfera celeste, contado no sentido positivo, do nodo ascendente até o periélio.

argumento do periastro

Distância angular medida sobre o plano da órbita, entre a linha dos nodos e a linha das apsides.

Ariel

ArielAriel (UI) é o mais brilhante e um dos maiores satélites de Urano. Descoberto em 1851 pelo astrônomo amador inglês William Lassell, ele tem um diâmetro de 1.158 km e está em órbita a uma distancia média de 190.930 km de Urano, completando uma revolução em torno do planeta a cada 50,5 horas terrestres. Supõe-se que Ariel seja composta por água congelada misturada com metano congelado.

Aristarcos de Samos (280-264 a.C.)

Astrônomo grego que propôs um modelo heliocêntrico para o Sistema Solar. Aristarcos notou que a Terra roda em torno do seu eixo e tem um movimento de revolução em torno do Sol. Ele estimou quão longe o Sol e a Lua estão da Terra e qual o tamanho do Sol e da Lua. Arquimedes e Plutarco escreveram os trabalhos de Aristarcos. Ele também calculou um valor relativamente preciso para o comprimento do ano solar.

Aristóteles  (384-322 a.C.)

Considerava o círculo e a esfera como formas perfeitas e imutáveis. Sua ideia de um universo geocêntrico dominou a Astronomia por mais de 1.500 anos. Para Aristóteles, as estrelas estariam engastadas como pedras preciosas no interior de uma esfera oca, em cujo centro residia, imóvel, a Terra.

Arkab (Beta Sagittarii)

O Tendão, tal vocábulo, assim como a sua variante Urkab, provém da expressão árabe Al Urkub.

Armstrong, Neil Alden (1930)

Astronauta americano que iniciou sua carreira como piloto de testes e cuja primeira missão espacial foi no comando da nave Gemini 8 em 1962. Durante este voo, um problema nos propulsores fez com que a cápsula ficasse fora de controle, forçando-o a fazer um pouso de emergência. Como comandante da missão Apolo 11 em julho de 1969, Armstrong tornou-se a primeira pessoa a andar na Lua. Após uma aterrissagem bem sucedida, ele e Edwin Aldrin exploraram o Mar de Tranquilidade durante duas horas e meia, coletando rochas e fazendo experiências.

Arneb (Alpha Leporis)

A Lebre, designação árabe oriunda de Al Arnab. Existe a variação Arnab, assim como a corruptela Arsh.

arqueoastronomia

Ciência que tem por objetivo estudar os conhecimentos astronômicos dos povos antigos, em especial os do período pré-histórico.

Ascella (Zeta Sagittarii)

Axila, designação proveniente da versão latina do Almagesto de 1515.

ascenção

Uma das duas coordenadas equatoriais. É o ângulo de um astro no sentido leste-oeste, medido a partir do ponto gama, no sentido direto. Exprime-se em horas e frações hexadecimais. Equivale à longitude na esfera celeste.

ascensão reta geocêntrica

Ascensão reta de um ponto da esfera celeste, referida ao centro da Terra.

ascensão reta heliocêntrica

Ascensão reta de um ponto da esfera celeste, referida do centro do Sol.

ascensão reta selenocêntrica

Ascensão reta de um ponto da esfera celeste, referida ao centro da Lua.

ascensão reta topocêntrica

Ascensão reta de um ponto da esfera celeste, referida ao ponto de observação.

Asellus (Theta Bootis)

O Pequeno Asno, vocábulo de origem latina, usado por Bayer, para designar as estrelas Alfa, Iota e Chi do Boieiro, respectivamente, como Primus, Secundus e Tertius.

Asellus Australis (Delta Cancri)

O Pequeno Asno do Sul, denominação latina empregada no Almagesto Latino de 1515.

Asellus Borealis (Gamma Cancri)

O Pequeno Asno do Norte, vocábulo de origem latina em oposição ao Asellus Australis.

Aspidiske (Iota Carinae)

Aplustre, vocábulo de origem grega que designa o escudo ornamental utilizado na popa dos navios. Veja Scutulum.

As Rabis (Mu Draconis)

O Dançador, nome árabe utilizado no catálogo de Ulug Beg. Existem as formas Arrakis e Errakis, entretanto de pouco uso.

associação estelar

Expressão criada pelo astrônomo russo V. Ambarzumian para designar grupo de dezenas de estrelas jovens de características físicas análogas, de fraca densidade de distribuição no espaço e de origem comum, geralmente, mergulhadas na matéria interestelar da qual parecem ter surgido. Tais grupos, por serem pouco densos, devem ter uma vida relativamente curta, constituindo-se de estrelas muito jovens. Admite-se que todas as estrelas de uma associação provêm de uma concentração local de matéria interestelar. O diâmetro das associações são de 50 a 400 anos-luz.

asteroide

asteróide ErosPequeno corpo que orbita em torno do Sol. Também são chamados de planetoides. Caso o corpo seja muito pequeno, passa a se chamar meteoroide, em vez de asteroide. A maioria dos asteroides conhecidos têm órbita entre Marte e Júpiter, formando o cinturão de asteroides, mas existem muitos asteroides com órbitas fora do cinturão. Existe outro grande anel de asteroides, chamado cinturão de Kuiper, que inicia nas proximidades da órbita do planeta Netuno (a cerca de 40 A) e se estende até cerca de 100 A. Alguns asteroides possuem órbitas com características semelhantes, por isso são agrupados em famílias ou grupos (como os asteroides Amor ou os asteroides Apolo). O maior asteroide conhecido, Ceres, tem o diâmetro de 1.003 km. Muitos, bem menores, não possuem forma esférica, podendo sua forma lembrar uma pedra ou uma batata. Em torno do asteroide Ida foi descoberto um satélite de apenas 1,6 km, o menor satélite natural conhecido, batizado de Dactyl. Atualmente, os astrônomos conseguem visualizar mais de 2.500 asteroides.

Astérope (21 Tauri)

Astérope, nome latino que designa acima das estrelas do aglomerado aberto das Plêiades, significa tão brilhante quanto um astro, era uma das filhas de Atlas.

astro acrônico

Astro que nasce quando o Sol se põe, ou que se põe quando o Sol nasce.

astro fictício

Planeta fictício, com um período idêntico ao de um planeta real, mas que descreve o seu movimento a uma velocidade constante, imaginado pelos astrônomos para se estudar o movimento orbital dos planetas.

astro fixo

Astro cuja posição na esfera celeste varia muito lentamente (as estrelas, as nebulosas, os cúmulos e as galáxias).

astro móvel

Astro cuja posição na esfera celeste varia rapidamente (os componentes do sistema solar).

astrobotânica

Ramo da astrobiologia que estuda a probabilidade de vida vegetal própria e a possibilidade de vida dos vegetais terrestres em outros astros.

Astrofísica

Ramo da astronomia que trata da constituição das propriedades físicas e evolução dos objetos celestes e dos diversos meios que os compõem.

astrofotografia

Aplicação da técnica fotográfica à astronomia.

astrofotometria

Parte da astronomia que tem por fim a medição da intensidade luminosa de um astro.

astrofotômetro

Fotômetro que serve para medir a luminosidade de um astro.

astrogeologia

Ciência de aplicação da geologia ao estudo do solo dos astros, e particularmente da Lua.

astrógrafo

Instrumento astronômico destinado a determinar a posição dos astros pela fotografia.

astrolábio

Instrumento astronômico inventado por Hiparco, astrônomo e matemático (séc. II a.C.), para medir altura dos astro acima do horizonte. Modernamente foi aperfeiçoado, e é um dos instrumentos fundamentais da astrometria.

astrolábio de prisma

Instrumento astronômico capaz de determinar simultaneamente a latitude e a hora pela observação do instante em que várias estrelas atingem determinada altura fixa acima do horizonte, antes ou depois da passagem meridiana, dependendo do prisma utilizado (de 45° ou de 90°).

astrolábio impessoal

Astrolábio de prisma dotado de aperfeiçoamentos que diminuem consideravelmente o efeito dos erros acidentais de observação.

Astronomia

1. Ciência dos astros. Genericamente, ciência de todos os objetos e fenômenos celestes.
2. Nome de uma das quatorze constelações estabelecidas por Lacaille no hemisfério austral, como referência à ciência da astronomia. Esta constelação estaria situada entre Hydra (Hidra) e o Navio (Argo), próximo ao Trópico de Capricórnio, com estrelas de quarta à sexta magnitudes, sendo a mais brilhante de magnitude 4,5.
3. Asteroide 1154, descoberto em 8 de fevereiro de 1927 pelo astrônomo alemão Karl Reinmuth (1892-1979) no Observatório de Heidelberg.

Astronomia arqueológica

Veja arqueoastronomia.

Astronomia de campo

Ramo da astronomia que trata da determinação precisa das coordenadas geográficas de um ponto sobre a superfície da Terra.

Astronomia de posição ou métrica

Veja astrometria.

Astronomia descritiva

Ramo da astronomia que cuida da descrição do Universo.

Astronomia dos Raios Gama

Estudo do espaço através do exame das radiações com comprimentos de onda inferiores a um angstrom.

Astronomia dos Raios X

Estudo do espaço utilizando radiações eletromagnéticas com comprimentos de onda entre 0,1 e 300 angstrons (raios X).

Astronomia elementar

Denominação correta do estudo da astronomia em nível inicial.

Astronomia estelar

Ramo da astronomia que estuda as estrelas.

Astronomia fundamental ou geral

Ramo da astronomia que estuda os aspectos básicos dessa ciência.

Astronomia Infravermelha

Estudo do espaço utilizando radiações com comprimentos de onda que variam de 7.800 angstroms (luz vermelha) até 1 milímetro (microonda).

Astronomia instrumental ou prática

Ramo da astronomia que trata dos instrumentos e de sua utilização.

Astronomia meteórica

Veja meteorografia.

Astronomia Ultravioleta

Estudo dos corpos celestes do universo que irradiam, basicamente, energia  ultravioleta, que se situa entre a luz visível e os raios X, e cujo comprimento de onda varia entre 300 e 3000.

astroscópio

Instrumento inventado, no fim do séc. XVII, para facilitar a pesquisa dos astros, composto de dois cones sobre cuja superfície as constelações com as estrelas são delineadas. Foi inicialmente utilizado para substituir o globo celeste.

astrostática

Parte da astronomia que estuda o volume dos astros e das respectivas distâncias.

Atik (Omicron Persei)

A Praia, vocábulo grego relacionado com akte, praia.

atividade solar

Conjunto de fenômenos físicos localizados no Sol, e que caracterizam o estado desse astro.

Atlas

Atlas (SXV) é um dos menores satélites de Saturno tendo sido descoberto por R. Terrile, em 1980, a partir de dados obtidos pela sonda espacial Voyager 1. Atlas está em órbita a aproximadamente 137.670 km de Saturno e seu período orbital é de 0,6019 dias terrestres.

Atlas (27 Tauri)

Pai das Plêiades; segundo a lenda, o gigante Atlas suportava na nuca o globo terrestre.

atmosfera

Camada gasosa que têm as estrelas, quase todos os planetas e muitos satélites do Sistema Solar. É uma camada gasosa que circunda um planeta ou outros corpos celestes. Não costuma ter um limite definido mas debilita-se gradualmente, até que sua densidade não seja maior que a do espaço circundante.

átomo

Bloco de matéria. O átomo é formado por três partes principais: prótons e nêutrons,que formam o núcleo, e elétrons que circundam o núcleo. O átomo possui uma quantidade igual de elétrons e prótons e é classificado de acordo com o número de prótons que há em seu núcleo.

Atria (Alpha Trianguli Australis)

Vocábulo formado pela associação da letra A e a abreviatura do nome da constelação.

AU

Antiga sigla em inglês para unidade astronômica (de "astronomical unit"). A sigla atualmente adotada é A.

aurora

Brilho na Ionosfera de um planeta causado pela interação entre o campo magnético do planeta e partículas solares com carga elétrica.

aurora boreal

auroraDenominada de "Luzes do Hemisfério Norte"; fenômeno causado pela interação entre o vento solar, o campo magnético da Terra e a camada superior da atmosfera. Efeito similar ocorre no hemisfério sul, e é conhecido como aurora australis.

austral

Relativo ou pertencente ao sul.

Avior (Epsilon Carinae).

Azelfafage (Pi Cygni)

Pata do Cavalo, corruptela da forma Adelfalferes, que provém do árabe Al Thilf al Faras.

Azha (Eta Eridani)

Ninho de Avestruz, vocábulo usado por Al Sufi para o equivalente Ashiyane dos persas.

 
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